O que aconteceu no Congresso, o predomínio do PMDB, é a consequência de um longo processo, altamente estimulado pelo governo.Um processo de esvaziamento no qual deputados e senadores podem e devem encaminhar suas demandas setoriais, mas não podem influir decisivamente na vida do país.
O contéudo das campanhas não deixou dúvida. Não houve nelas espaço para as demandas da sociedade: austeridade sem perda de eficiência, voto aberto, fim do foro especial para deputados.
A campanha foi interna, com promessas de melhoria de vida, mais conforto no trabalho, mas sem uma visão da dramaticidade do fosso que existe entre a sociedade e o parlamento.Os candidatos a Presidente não falam disso. Dão a impressão de que não se importam com um congresso de joelhos, que é assim mesmo que o Brasil deve ser tocado. Parece ser mais fácil para o presidente ter um congresso assim, enfraquecido e ávido de negociações.
Este ano e em 2010 a luta para que o Parlamento ouça a sociedade deve se intensificar. A única oportunidade de termos alguma coisa parecida com a campanha norte-americana e reconstituir, ainda que parcialmente, os vínculos entre eleitores e eleitos. E no Brasil de hoje, esses vínculos foram para o espaço.
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