domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vitória da Conquista vai sediar prévia de fórum mundial sobre mudanças climáticas





cidade é a primeira do interior do Brasil a sediar um encontro da campanha Brasil 2020




“Vitória da Conquista fará história não só no Brasil, mas no mundo”, declarou a coordenadora da Campanha Global de Liderança Climática Brasil 2020, Emília Queiroga, que esteve reunida nesta quarta-feira, 24, com empresários, agências de comunicação, universidades e outras entidades.

O evento, promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/Sebrae, Serviço Social da Indústria/Sesi e TV Sudoeste, teve o objetivo de divulgar e angariar recursos para a “Conferência Internacional Vitória da Conquista 2020 - Prosperidade para uma região sustentável”, que será realizada no dia 29 de abril deste ano.

O evento conquistense será a prévia de um fórum mundial que será realizado em Salvador, no mês de maio. O Governo Municipal aderiu ao projeto desenvolvido pela organização internacional State of the World Fórum e coube a Vitória da Conquista realizar o lançamento da campanha, que discutirá o contexto climático e o potencial de desenvolvimento por meio da utilização de soluções e tecnologias que não agridam o meio ambiente.

Para o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Ricardo Marques, as mudanças climáticas é um problema que o Brasil está procurando enfrentar. “A idéia é que Vitória da Conquista possa ser líder da região na busca dessas soluções”, declarou Ricardo que ressaltou: “Somos o primeiro município do interior brasileiro a realizar esta conferência”.Segundo o diretor da TV Sudoeste, Carlos Freitas, Vitória da Conquista é referência nas questões ambientais: “A cidade já está à frente, não é a toa que será pioneira neste fórum”.

A representante do Sebrae, Rosália Rocha, falou da necessidade de investimento para a realização do projeto. "Contamos com o apoio de todo o empresariado para que tudo isso sai do papel", afirmou. Um dos empresários que se prontificou a colaborar com a campanha foi César Augusto Simonassi, que também é presidente da Associação de Reposição Florestal do Sudoeste da Bahia. "Todo projeto que vem para resolver problemas ambientais é sempre bem vindo. Tudo indica que seja um evento prático e a gente está precisando de coisas que surtam efeitos práticos na vida da gente".

Brasil 2020 - O propósito da campanha é convocar toda a sociedade a assumir a liderança climática; promover e mobilizar o maior número possível de atores para enfrentar os desafios e construir um novo sistema de convivência. Isto deve ser feito por meio do uso de soluções e tecnologias limpas já existentes dentro de um período de 10 anos. Busca ainda um plano de ação entre líderes; definir os meios, modos e caminhos para alcançar a meta de redução de carbono em 80% e assegurar a transição global para a Economia Climática até 2020.

Uma nova economia está por vir

*Ricardo Marques

Assim que desencadeou a forte crise econômica mundial desta década, que abalou sensivelmente países até então considerados de economia consolidada em todo o planeta, cientistas, economistas e estudiosos de diversas áreas começaram a se debruçar em estatísticas, números, dados e outros instrumentos para, primeiro explicar o que estava acontecendo e, segundo, buscar uma alternativa viável para que pudéssemos tornar a crise um evento passageiro, e o mais rápido possível.

Na verdade, a crise serviu como um aviso, como tantos outros aconteceram e estão acontecendo: uma afirmação que o nosso sistema econômico e nossa forma de lidar a divisão de bens e serviços em torno da qualidade de vida não é um modelo viável. Na perspectiva econômica, nossa tecnologia atual consegue produzir o necessário para atender até quatro vezes a população da terra, mas vivemos num modelo extremo de desigualdades sociais e má distribuição de renda. Desafio posto: a humanidade precisa aprender a distribuir suas riquezas.

Na perspectiva ambiental, estamos utilizando para manter o nosso modo de vida, toda a capacidade do planeta e 25% a mais, se pensarmos a necessidade deste mesmo planeta de recompor os recursos naturais utilizados de modo que o sistema de utilização-reposição se torne viável e sustentável. Isso quer dizer que produzimos mais que o necessário para a nossa sobrevivência e também exploramos mais do que a capacidade de auto-regulação do planeta. Desafio posto: precisamos aprender a viver racionalmente – o que deveria ser o diferencial entre nós e os demais animais – mantendo nossa qualidade de vida, reduzindo o nosso consumo e consequentemente reduzindo a nossa “pegada” de consumo de recursos naturais.

Só que isso é plenamente viável: temos tecnologia para isso, temos “inteligência” para isso e agora o principal: motivos: estamos numa crise cuja solução todos sabem e está sob o alcance de todos. Mas essa é uma tarefa coletivamente planetária. Uma responsabilidade de cada cidadão no mundo inteiro, em que o seu nível de comprometimento aumenta, dependendo de nosso nível social e de nosso nível de conhecimento, ou seja, quem tem mais deve abrir mão para quem tem menos. Quem conhece mais deve educar a quem compreende menos.

É esse o grande desafio da humanidade neste século. A diferença é que se não conseguirmos realizar a nossa tarefa, a punição será o desaparecimento da humanidade nos moldes como a conhecemos hoje. Ou será que todas essas tragédias naturais que estão acontecendo não tem a ver com tudo isso? Os desastres climáticos já estão matando mais de 315 mil pessoas por ano (Dados do Fórum Humanitário Global), isso sem contar o impacto na economia: cerca de um bilhão de dólares por ano (ONU).

Desse modo, o desafio é global, mas também regional e individual. A nossa região terá a chance de participar desse debate mundial e propor alternativas, além de analisar o seu modelo de desenvolvimento: no que podemos contribuir? Dia 29 de Abril no Centro de Cultura estaremos recebendo cientistas, estudantes, empreendedores, líderes regionais para traçarmos nosso plano. O evento “Vitória da Conquista 2020 – Prosperidade para uma Região Sustentável” chega para nos alertar, mas também dizer que é possível atravessarmos essa nova crise sem abrirmos mão do nosso desenvolvimento e nossa qualidade de vida. Desse modo, a participação de todos é importante para selarmos um pacto em torno de uma nova forma de economia.

*Ricardo Marques é Vice Prefeito de Vitória da Conquista. É graduado em Administração, Especialista em Saúde Coletiva e Mestrando em Meio Ambiente e Desenvolvimento.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Joselito Soares assume presidência do PV em Vitória da Conquista

Em reunião realizada na última terça-feira (08), os conselheiros do Partido Verde escolheram o novo presidente da agremiação, após a renúncia de Ricardo Marques, que se afastou do cargo em função da sua candidatura a deputado estadual.

Na ocasião foram postos os nomes de Joselito Soares e Alicelmo Pereira para ocupar a vaga, que foi definida por meio de votação nominal pelos conselheiros presentes, que por unanimidade elegeram Joselito para assumir o comando do partido para o próximo biênio.

A nova executiva ficou formada por Joselito Ferreira Soares, Presidente; Márcio Higino, vice-presidente; Carlos Moreno, Secretário de Finanças; Paulo Mascena, Secretário de Organização; Gildo Pereira, Secretário de Formação; Maurício Sena, Secretário de Juventude e Comunicação e Luiza Ariana da Rocha Mota Ferraz, Secretária da Mulher.

Perfil do novo presidente do PV

Joselito Ferreira Soares é natural de Vitória da Conquista, Bahia, nascido em 04 de Janeiro de 1962, filho de José Ferreira Rocha e Edite Soares Amorim, casado com Tânia Almeida Rocha Soares, pai de três filhos: Glauber Santos Soares, Joselito Ferreira Soares Jr. e Gabriela Almeida Rocha Soares.

É licenciado em Ciências Naturais, Matemática e História, Bacharel em Ciências Contábeis é pós-graduado em Direito, Administração e Turismo. É Agente de Tributos da Secretária da Fazenda do stado da Bahia e professor de História do ensino médio da rede pública estadual.

Começou suas atividades em entidades sociais e políticas no ano de 1976 no movimento franciscano (JUFRA) - juventude franciscana - do Seminário Nossa Senhora de Fátima, onde foi também membro do Grupo de Jovem Nossa Senhora de Fátima, presidindo a agremiação em 1982. Estudou o ensino fundamental e médio no Colégio Paulo VI, onde foi um dos fundadores do Centro Cívico Edson Luiz, sendo o primeiro secretário em 1979 e presidente da entidade no ano de 1980.

Sua trajetória acadêmica foi construída na UESB, onde chegou em 1981, na Faculdade de Formação de Professores, no curso de Licenciatura em Ciências, sendo eleito no ano de 1983 diretor do Diretório Acadêmico Dinaelza Coqueiro. Ainda na UESB foi um dos fundadores do DCE (Diretório Central dos Estudantes) onde foi o primeiro coordenador de finanças da entidade. Em 1991, retorna a UESB como bacharelando em Ciências Contábeis e participou da fundação de CACC (Centro Acadêmico de Ciências Contábeis), onde foi o primeiro coordenador geral. Como aluno do curso de História liderou o grupo político que dirigiu o centro acadêmico do curso e o DCE da UESB no período.

Como ativista político esteve à frente da Associação de Moradores do Bairro Brasil no ano de 1984 e também da Associação dos Moradores da Urbis VI, atuando como secretário das entidades.

Ingressou na Maçonaria no ano de 2001, sendo iniciado no dia 24 de Março. Elevou-se ao grau de Companheiro no dia 13 de Setembro de 2002 e exaltado ao grau de mestre, em 5 de Abril de 2003. Foi eleito presidente da Loja Maçônica em 15 de maio de 2007 e reeleito em 15 de maio de 2009.

Em 2002 filia-se ao PV (partido verde), onde é eleito secretario de formação e participa ativamente das diversas campanhas políticas encampadas pelo partido.