quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"Assumindo o ônus para receber o bônus"

Beto Gonçalves

Depois de participar de vários encontros (Vitória da Conquista, Feira de Santana, Lençóis, Itabuna e Salvador) do Partido Verde em nosso estado (BA), pude perceber quão importante e forte é a opinião dos militantes verdes em construir uma candidatura própria ao governo federal e governo estadual, destacamos a participação efetiva do interior nas discussões políticas, e ficou claro que o mesmo tem uma força imensa e com isso o anseio dos verdes foi consumado. Significa que já temos experiência suficiente para colocar o nosso projeto político em evidência.

Quero dizer ao Verdes que o efeito Marina Silva veio consolidar o desejo e a força do partido, que já trazia consigo a vontade de lutar por seus ideais, desde à campanha de Alfredo Sirkis em 1998 quando foi candidato a presidente. Se a executiva nacional naquela oportunidade tivesse perseverado e não recuasse, hoje estaríamos mais fortes.

A executiva nacional tem um papel fundamental em não deixar as aptidões dos verdes retrocederem porque o próprio partido busca o seu espaço no cenário político, saindo assim dos bastidores não para ser o coadjuvante e sim o ator principal. Mas é preciso que as executivas nacional, estaduais e municipais sejam protagonistas do mesmo, levando a sigla do partido em todos os meios sociais, da criança ao idoso, sem discriminação e preconceito, seja ela raça, cor, credo ou opção sexual e intelectual, pois precisamos de todos.

Parabenizo a executiva nacional e estadual, por ter percebido que a hora é essa! Unindo forças para sermos fortes.

Muito bem senhores presidentes: José Luiz Penna da Executiva nacional e Ivanilson Gomes da Executiva Estadual.

Devemos assumir os ônus, para mais tarde recebermos os bônus, vamos comer nossa própria poeira, para da poeira fazermos bons tijolos para nossa grande construção.

E sejam bem vindos a senadora Marina Silva, o deputado federal Luiz Bassuma e todos aqueles que queiram somar conosco, não pensando no fisiologismo mais sim em uma política sustentável e ecológica.

“Sonho que se sonha só, é só um sonho, mais sonho que se sonha juntos é realidade”.

PV Saudações

Beto Gonçalves é vereador pelo PV de Vitória da Conquista e produtor cultural

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Encontro Estadual do PV: Impressões para a história

Ricarco Marques*

O Encontro Estadual do PV da Bahia ocorrido ontem, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, foi um momento histórico não só para o Partido Verde, mas para a política Baiana. O embate já conhecido na sociedade estadual entre os grupos de Juca Ferreira e de Edson Duarte, ou seja, da capital contra o interior teve um desfecho crucial no dia de ontem. Cheguei mesmo querendo entender o processo, até então meio obscuro em suas entrelinhas. Seguem portanto, minhas impressões.

A decisão majoritária dos representantes municipais do partido não tem nada a ver com um racha entre PV e Governo Wagner. Até porque não há motivos políticos maiores, além da desconsideração quanto à importância do PV na proposição das políticas estaduais, o que deve acontecer com todos os outros partidos aliados históricos.

O fato não corresponde a um simples descontentamento com o Governo Estadual, mas sim, efetivamente, ao desfecho de uma disputa interna de poder entre o grupo dos que se consideram fundadores da sigla na Bahia lotados quase todos na capital e historicamente ligados às raízes do Partido dos Trabalhadores. Do outro lado, está uma massa de novos e velhos filiados representantes de um ideal verde para a Bahia, reconhecendo na liderança de Edson uma possibilidade de independência de princípios e que juntos possuem em grande maioria as comissões municipais e os mandatos de prefeito, vice e vereadores no interior da Bahia (nesse contexto, os deputados Edigar Mão Branca e o mais novo verde Luiz Bassuma não se colocam ainda participantes de nenhum desses grupos).

Na verdade, o Encontro não definiu nada. Simplesmente expôs o que já estava colocado. Uma determinação da Executiva Nacional, com o objetivo de fortalecer a candidatura de Marina Silva, que, com a chegada de Luís Bassuma, incitou ainda mais a discussão de uma candidatura a Governador e a presença de Edson Duarte se colocando à disposição para uma vaga no Senado. O grupo do Ministro, historicamente detentor das decisões do PV baiano, teve sua derrocada final. Após inúmeros embates, uma convenção estadual cancelada, os líderes históricos caíram definitivamente em mais essa derrota.

Um parto difícil, já que havia mais de dez anos que o Partido Verde era personificado nessas grandes lideranças que erraram feio ao desconsiderar o poder do interior baiano e não tiveram a capacidade de dialogar com o novo PV que surgia a partir dos novos rumos da questão ambiental nos últimos cinco anos.

Se por um lado, o grupo capitaneado por Juca detinha a história do PV baiano, o grupo formado por Edson detinha praticamente todos os prefeitos, vices e vereadores do interior do Estado tendo em vista a incapacidade do grupo da capital de, por muitos anos, não eleger ninguém em Salvador.

Wagner pode atribuir a perda do partido verde no primeiro turno da eleição estadual aos erros de liderança do grupo da capital ou mesmo suas ausências na articulação partidária. Um pedaço da culpa vai também para o próprio Wagner e para Rui Costa por ter o tempo inteiro dialogado com os “históricos” e não com a direção consolidada do Partido, detentora de mais de noventa por cento das comissões executivas do Estado.

Wagner comprava o peixe na canoa do Ministro e não percebeu que logo atrás vinha o transatlântico verde dirigido por Edson. Talvez porque tenha confundido a direção municipal de Salvador com a Executiva Estadual. Mas não é a primeira vez que o governador (e todos os outros que o antecederam) acredita que a Bahia se resume à capital.

O surgimento de Bassuma como candidato a governador não necessariamente toma um ar de oposição ao projeto petista na Bahia. Na verdade, é fruto de um embate interno em que, na hora certa, Bassuma se colocou à disposição para a missão que deveria ter sido assumida por qualquer outro nome histórico, inclusive Juca. Mas isso não quer dizer que num possível segundo turno a aliança se restabeleça.

A real probabilidade do apoio do PV a Wagner num possível segundo turno é clara. Na verdade, o que torço mesmo é que estejamos lá. Mas numa possível negociação futura, o que muda são os personagens, que passam a ser Edson, Ivanilson, Mão Branca e não mais Juca e Bete. Também os termos da conversa: não vai ser mais tão barato o apoio do PV (em troca dos cargos para o núcleo central verde da capital baiana).

Se a candidatura de Marina e de Bassuma deslancharem na Bahia a patamares próximos a 10% do eleitorado, essa saída pode ser estratégica para a vitória de Wagner. Um aliado que cresce e apresenta sua força na hora certa de decidir. No frigir dos ovos, Marina pode ser boa para Dilma, assim como Bassuma pode ser bom para Wagner.

O contexto final pode ser muito bom para o projeto político do Partido Verde, que, nesse momento crucial da busca de políticas públicas sustentáveis em nome da vida no planeta, pode fazer com que os tradicionais partidos progressistas repensem sua forma de ver a política. Grandes transformações são dolorosas, às vezes. Mas o resultado final pode ser muito positivo, principalmente para quem interessa isso tudo: O POVO.

*Ricardo Marques é Vice Prefeito de Vitória da Conquista, Bahia. Presidente da Comissão Municipal. Graduado em Administração, Especialista em Gestão de Sistemas de Saúde e Mestrando em Meio Ambiente e Desenvolvimento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Marina Silva


Negra, evangélica e candidata a presidente, ela é capaz de mudar as próximas eleições no país

Texto por: Fernando Luna Fotos Kiko Ferrite

Da infância pobre no seringal ao senado, Marina Silva 51 anos, sempre insistiu em reinventar seu próprio destino - sem perder a ternura, jamais. Agora, quer reiventar o país

Logo na recepção do gabinete de Marina Silva no Senado Federal tem uma planta. De plástico. Não exatamente o que se imagina encontrar por ali. A senadora, afinal, é a mais importante ambientalista do país, uma das mais respeitadas do mundo. Mas, se tudo fosse como se espera, ela nem estaria lá.

Provavelmente continuaria no seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco, no Acre, onde nasceu e cresceu. Isso, claro, se aguentasse a vida na floresta. Três de seus 11 irmãos não conseguiram. Sua avó, seu tio e seu primo também não. Cinco deles, mortos no intervalo de uns poucos meses, no início dos anos 70, quando a abertura da rodovia BR-364 rasgou a selva e provocou um surto de malária e sarampo.

Marina atravessou cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose, que deixou um rastro de contaminação por metais pesados, uma dieta restrita que segue até hoje e um certo ar de fragilidade – que se dissipa quando ela começa a falar. Desenganada algumas vezes, chegou a ouvir de um médico: “Já está com a alma no inferno”. Insistiu em contrariar, e sobreviveu. Sem lamentação, pelo contrário. “Ficava difícil reclamar da vida se a vida de quem estava ao lado era parecida com a sua”, lembra, com uma suavidade inesperada diante da trajetória dura.

Recurso renovável

Seguiu na contramão das expectativas. Aos 16 anos, entrou no programa de alfabetização do governo, o Mobral. Queria ser freira, e freira, dizia a avó, precisa ler e escrever. Em vez do convento, foi parar nos supletivos e avançou pela Universidade Federal do Acre – mais tarde, ainda encarou uma especialização em psicopedagogia. Bom demais para quem, para se sustentar na cidade, trabalhava como empregada doméstica, não?

Não. Na faculdade de história, Marina descobriu a política. Em 1984, plantou com o ambientalista Chico Mendes a CUT no Acre. No ano seguinte, assinou a ficha de inscrição do Partido dos Trabalhadores e a política descobriu Marina. Foi eleita vereadora, deputada e senadora, até ser convidada por Lula para ser ministra do Meio Ambiente, em 2003.

Ficou até 2008 no cargo. Há três meses, trocou o PT pelo Partido Verde, após 25 anos de militância. “Saí pelas mesmas razões pelas quais fiquei tanto tempo lá: para lutar pela minha causa, pela causa que tem que ser de todos os brasileiros, de todo o planeta”, explica. “O desenvolvimento sustentável.”

Sim, Marina é um recurso renovável. Parece mudar para continuar fiel a si mesma. Ou mesmo à própria fé. No fim dos anos 90, o que ela descreve como um “toque do espírito” a fez deixar o catolicismo pela religião evangélica. “Se você tem uma visão das coisas como se elas estivessem cristalizadas, fica difícil mesmo [mudar]”, argumenta. “Isso não tem nada a ver com uma posição frágil.”

Pelo contrário, sua posição está forte como nunca. Uma rede de apoio começa a se formar em torno de Marina. Sua pré-candidatura à presidência da república levou ao PV figuras importantes do empresariado paulista, como Roberto Klabin, Ricardo Young e Guilherme Leal – este, um dos controladores da Natura, cotado para ser o vice da chapa.

Ano que vem, a campanha vai exigir seu tempo, e ela deve ficar menos com o marido e os quatro filhos – dois do atual casamento, dois do primeiro. Como nas últimas quatro eleições, as pesquisas indicam que a coisa deve se resolver entre PT e PSDB. Mas Marina, você sabe, insiste em desafiar o que parece definido.

Tpm. O Brasil está pronto para eleger uma mulher presidente?
Marina Silva. Se já elegeu um sociólogo e um metalúrgico, está pronto pra eleger uma mulher.

O país não é muito machista para isso?
Mas é também muito ousado. A sociedade brasileira é capaz de se colocar à frente de seus próprios preconceitos.

A senhora é mulher, negra, tem uma origem pobre e é evangélica. Já sofreu preconceito por ser mulher?
Às vezes as pessoas usam isso até para se promover... [Ri] Mas não sofri, não. Pelo contrário, era uma vantagem. Ameaçavam o [líder ambientalista assassinado em 1988] Chico Mendes, e eu, que fazia as mesmas coisas e tinha as mesmas lutas, nunca fui ameaçada. É bom quando as pessoas não ficam tão preocupadas com você, deixam você trabalhar. Faça e aconteça, depois as pessoas vão perceber.

Já sofreu preconceito por ser negra?
Não. Venho de uma realidade bem diferente: minha mãe era branca, mas era apaixonada por meu pai, negro. E ela era uma matriarca. Fui descobrir o preconceito contra a mulher e contra o negro na cidade.

Por ser pobre?
Não.

Nem quando trabalhou como doméstica?
Não. As pessoas me respeitavam, me acolhiam. Nunca fui de me colocar no lugar de vítima nem de ficar confrontando as pessoas. Senti preconceito por ser excluída entre os excluídos: “Ah, a Marina é seringueira, é filha de seringueiro”. Quando fui fazer minha identidade, a mulher não queria que colocasse que nasci no seringal Bagaço. Era feio dizer que nasci lá. “Minha filha, você já tá morando aqui, diga que é da cidade...” Fiz ela botar o Bagaço.

Sofreu preconceito por ser evangélica?
Isso sim. As pessoas têm uma visão preconcebida... Obviamente tem base de realidade, mas preconceito é quando você generaliza uma coisa: se você é evangélico, é conservador. Algumas pessoas, até amigas, já falaram: “Achava você tão inteligente, como pode ser da Assembleia de Deus?”.

O que a senhora responde?
Sorrio para elas.

Parte desse preconceito vem da atuação controversa de muitas igrejas evangélicas, especialmente em relação ao dízimo.
O dízimo é instituído biblicamente para os que creem e professam essa fé. Tem que ser um ato espontâneo do dizimista, correto?

Mas há muita forçação...
[Interrompe] É isso que estou dizendo. A própria palavra de Deus diz que não pode haver constrangimento. Mas as igrejas são formadas por seres humanos, com falhas, como em todos os lugares.

Como lida com as próprias imperfeições?
Lido de maneira imperfeita, manejando cada uma delas...

E com seus limites, as doenças a ensinaram a lidar com eles?
Me ensinaram a valorizar muito a vida, uma linha muito tênue, muito frágil. A gente não pode se colocar num lugar de onipotência. A gente tem que se conectar com a potência da vida.

Quando ficou doente pela primeira vez?
Leishmaniose tive com uns 4 anos de idade. Malária, com uns 5. Depois dos 13 anos, peguei outras malárias. Também tive hepatites.

Não devia ser fácil se recuperar no meio da floresta, sem recursos.
Na minha casa se adoeceu muito pouco. Isso até os meus 13 anos, quando passou a BR-364. A retirada da floresta levou a um surto de malária. Junto com o sarampo, foi uma guerra biológica. Nesse período, perdi duas irmãs, perdi meu tio [faz uma pausa]... Perdi minha avó, meu primo e, seis meses depois, a minha mãe morreu de aneurisma.

Foi uma morte repentina.
Ninguém esperava. Ela ficou com uma dor de cabeça às quatro da tarde e, no outro dia, às oito da noite, morreu. Como estava tendo um surto de meningite, e uma irmã minha já havia pegado, os médicos supuseram que era meningite. Não deixaram trazer o corpo. Do hospital, ela já foi pro necrotério. Ninguém viu.

Não foi ao enterro?
Não. Vimos ela sair de casa e nunca mais.

Qual a última lembrança dela?
[Silêncio] Meu pai tava fazendo uma casa nova. Minha mãe sonhava em ter uma casa coberta de cavaco [lascas de madeira], em vez de palha de jaci ou urucuri, que dava muito rato e barata. Ela já tava com um pouco de dor de cabeça. Amarrou um pano com rodelas de mandioca em torno da cabeça, e tava entregando os cavacos pro meu pai, que tava em cima da casa, empilhando os cavacos. De repente, ela falou: “Agora tá ficando tudo escuro”. Ele desceu rapidinho e já levou ela pro quarto. Ela começou a gritar com muita dor de cabeça. Meu pai pediu pro meu primo ir pra beira da estrada. Ele ficou lá um tempão, até que passou um caminhão. A sorte é que tava no verão, no inverno demorava às vezes quatro dias pra chegar a Rio Branco. Meu primo foi atrás desse caminhão, voltou num táxi e levou minha mãe, meu pai e minha irmã mais velha. Aí, nunca mais a vimos.

Isso a obrigou a amadurecer mais rápido, a assumir a casa?
Tinha minha irmã mais velha, mas ela casou um ano depois. Eu era uma dona de casa simbólica. Fiquei doente, não conseguia mais trabalhar, nem conseguia fazer comida.

Chegou a ser desenganada pelos médicos?
Algumas vezes, mas nunca acreditei. A primeira vez, aos 16 anos: cheguei doente na cidade, muito frágil, muito amarela. Estava com hepatite, mas acharam que era malária. Foi uma coisa devastadora. O médico me olhou e disse: “Essa aí já tá com a alma no inferno há muito tempo”. Nunca me esqueço do único remédio que ele passou pra mim: um vidro de Eparema. Peguei hepatite de novo, em 79. Novamente ouvi o médico dizer que dessa vez seria muito difícil, que podia ser uma cirrose, que não tinha jeito... Na gravidez da minha mais nova, que hoje tem 17 anos, estava muito doente...

“A sociedade brasileira é capaz de se colocar à frente de seus próprios preconceitos”

Como foram seus partos?
Dois naturais, um a fórceps e uma cesariana. A fórceps foi muito difícil, mas não aconteceu nada com a minha filha. Na cesárea é que eu estava muito doente. Corria risco de morte, fui até meu limite. Quando completou oito meses, meu obstetra falou: “A criança está ótima, vamos tirar agora”. Ela nasceu com 3,2 quilos e eu pesava 47 quilos [Marina mede 1,65 metro].

Onde foi seu primeiro parto?
Numa maternidade mesmo, como indigente. Era como chamavam quem não tinha INPS, quem não tinha nada. Como era indigente, não podia ter visita. Na época, eu fazia parte de um grupo de teatro. Meus amigos foram me ver. Sabe como é artista, né? O primeiro que veio falou que era meu marido. Tudo bem, entrou. Daí chega outro e também diz que é o marido. Entrou. Quando foi seis da tarde, o meu marido chegou. Ele trabalhava fora, e não existia celular para avisar... Aí a enfermeira não aguentou e me descascou: “Minha filha, que tanto marido é esse?!” [risos].

A senhora já fez aborto?
Não, não.

O que acha da legislação?
Existe uma legislação consolidada, que permite o aborto em alguns casos, como estupro, risco para mãe e algumas questões envolvendo o feto. Do ponto de vista pessoal, me coloco em uma posição contrária ao aborto.

Não deveria ser legal a mulher decidir abortar ou não?
Isso tem uma complexidade muito grande. Envolve aspectos culturais, filosóficos e espirituais. Numa questão como essa o adequado talvez seja fazer um plebiscito. Não será o presidente que irá, por decreto ou por qualquer atitude, resolver uma coisa dessas.

A senhora tem um sinal no nariz.
É da leishmaniose. É uma úlcera de pele. Apareceu em menos de dois dias, muito rápido. Conheci pessoas que ficaram extremamente deformadas, e até pessoas que foram a óbito. Na época, para curar precisava de um remédio muito tóxico, à base de antimônio. Até a casa aviadora, de onde vinham as coisas que a gente não era capaz de produzir, como remédios, sal e munição, dava 11 horas de viagem a pé. Quando peguei a doença, meu pai andou 11 horas até lá e voltou caminhando outras 11 horas, com o remédio. Quando chegou, estava tão cansado que, nunca me esqueço, deitou no chão de casa com os braços para trás, todo sujo de lama do varadouro. Tomei 45 injeções para sarar isso aqui.

Alguma sequela?
Apareceu uma contaminação de mercúrio. Os médicos acham que o antimônio da vacina apareceu na forma de mercúrio. Me criou problemas de visão, no pâncreas, nos rins... Mas fiz tratamento de desintoxicação por muito tempo, em São Paulo, nos EUA. Depois, fiz uns exames na Fundação Evandro Chagas e o nível de contaminação estava abaixo do que prescreve a Organização Mundial da Saúde.

A senhora considera que teve uma infância dura?
Era dura, mas a gente funciona pela dualidade. Não tinha contato com pessoas ricas, só com pessoas semelhantes à gente. Então, ficava difícil reclamar se a vida de quem estava ao lado era parecida com a sua. Sabia que era dura no sentido de trabalhar no roçado, de cortar seringa. Mas eu e minhas irmãs trabalhávamos brincando. Não era um trabalho forçado, era um trabalho necessário, que fazia parte da ajuda à família, da aprendizagem... Tinha muita diversão. Correr e brincar no igarapé, escutar o teatrinho infantil às seis horas da tarde no rádio... Eu ficava fascinada pelas radionovelas da [rádio] Rio Mar, da Ivani Ribeiro.
O que aprendeu com as radionovelas?
Aprendi a falar. Ia vendo que aquela língua da novela era diferente da nossa. Eles falavam “colher”, a gente falava “cuié”. Comecei a achar que nós estávamos errados e a falar como nas novelas. Minha mãe brigava comigo: “Marina é metida, tá falando língua de gente besta da cidade” [risos].

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

1º Seminário sobre Licenciamento Ambiental

Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista realiza na próxima sexta-feira (20) o I Seminário Municipal de Licenciamento Ambiental.

A atividade será realizada no auditório da Agência Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Renda, a partir das 9 da manhã e será coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, pelo Fundo Conquistense de Apoio ao Meio Ambiente em parceria com o Conselho do Meio Ambiente e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Vitória da Conquista possui hoje a melhor estrutura técnica para os procedimentos de licenciamento ambiental no interior do Estado da Bahia. Os processos de licenciamento feitos na própria cidade refletem diretamente no crescimento econômico de Conquista, considerada uma das cidades mais dinâmicas do Nordeste. Só em 2009, até o mês de outubro, 117 novos processos em busca da licença ambiental foram abertos, representando um aumento de cerca de 46% a mais em relação ao mesmo período de 2008.

A demanda crescente se deve ao aumento da exigência da licença ambiental em relação ao funcionamento dos empreendimentos comerciais. Hoje, a licença é exigida nos casos de solicitação de financiamento bancário, na regularização de empreendimentos perante o Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, entre outros, além do aumento da exigência por parte da população.

Dessa forma, com o objetivo de discutirmos sobre esse novo cenário e seus reflexos é que a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista realizará um Seminário para tratar sobre Licenciamento Ambiental.
PROGRAMAÇÃO

08:30h Mesa de Abertura: Ministério Público, Banco do Nordeste, Ministério da Agricultura, BNDES, Caixa Econômica (Minha Casa, minha vida), Desenbahia.

09:30h Palestra: “Desconcentração e descentralização do IMA – Instituto do Meio Ambiente, com Hosana Gaspar - IMA

10:45h Intervalo

11:00h Palestra: “A experiência do Licenciamento Ambiental em Vitória da Conquista, Bahia”, com Márcia Amorim Soares Amaral – Engenheira Sanitarista, Coordenadora do Licenciamento Ambiental da SEMMA

12:00h Encerramento da manhã

14:00h Palestra “Apresentação do PEIEX - Programa de Extensão Industrial Exportadora"
Antonia Bezerra da Rocha - Coordenadora do IEL Conquista

15:00h Palestra “O papel da Diretoria de Estudos Avançados em Meio Ambiente (DEAMA) no Programa de Gestão Ambiental Compartilhada”
Andréia Santos – Diretora do DEAMA

16:00h Intervalo

16:20h Palestra “Programa de Gestão Ambiental Compartilhada e licenciamento ambiental nos municípios”, com Dra. Kitty Tavares – Diretora de Relações Institucionais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente

17:30h Encerramento

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Encontro do PV reafirma Mão Branca e Ricardo Marques como pré-candidatos

O Partido Verde(PV) realizou na manhã desta terça-feira mais um café da manhã para seus filiados. A legenda reafirmou o desejo em apoiar a recondução de Edgar Mão Branca a Câmara Federal e tentar eleger o vice-prefeito Ricardo Marques ao cargo de deputado estadual.

Para o vereador Beto Gonçalves, reuniões como essa servem “para dar visibilidade ao PV que vem oxigenando a política no País. É uma forma de unir o partido e os militantes”.

Segundo o presidente da legenda na cidade, Ricardo Marques, “a idéia do café da manhã foi trazido de Brasília e outras reuniões vão ser feitas. Atividades políticas para discussão de temas também estarão acontencendo.

Também esteve presente no encontro o presidente do PV na Bahia, Ivanilton Gomes. Segundo ele “é um momento novo para o partido, mas tem um significado grande na medida em que discute com a base em todo o estado da Bahia”.

Sobre uma possível candidatura própria do PV a governador Gomes ressaltou que, “a candidatura é uma exigência do comando nacional e que o partido está maduro”. O presidente preferiu não citar nomes para concorrer ao cargo de governador mas “tem que ter o perfil da defesa do meio ambiente”.

O deputado Edgar Mão Branca afirmou que o encontro “serve para prestar contas do trabalho que vem sendo feito, além de dizer dos acontecimentos do partido no Brasil”.


fonte: http://www.tribunadaconquista.com.br/

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

FTC realiza 3º Feira de Negócios


A FTC realiza nos dias 27 e 28 de outubro a 3º Feira de Negócios, Responsabilidade Social e Manufatura, evento que reúne estudantes do 4º ,6º ,7º e 8ºsemestres do curso de Administração, que estarão apresentando os trabalhos de conclusão de curso e planos de negócio.
O principal objetivo da Feira é estimular o espírito empreendedor valorizando as ideias desenvolvidas ao longo da construção do plano de negócios, de forma inovadora e criativa, afirma Eliane Assunção, coordenadora da feira e professora do curso de Administração.
“O intuito é mostrar que na execução de uma ideia é preciso verificar, planejar e inovar, além de estimular o espírito empreendedor, colocando em prática os conhecimentos acadêmicos adquiridos, de uma forma dinâmica e versátil”, explica Eliane.

Durante a feira acontece ainda a Exposição de Trabalhos Manufaturados a partir de um pensamento voltado para o desenvolvimento sustentável, proposto por Richard Sennet, em seu livro o ARTIFICE.
PROGRAMAÇÃO

Dia 27
19h: Abertura Oficial da Feira de Negócios
Palestra: Desenvolvimento Sustentável
Ministrante: Carlos Alberto
Local: Auditório da FTC

Dia 28

19h: Feira de Responsabilidade Social, de Negócios e de Manufatura
Local: Área de Convivência

ATIVIDADES

Exposição dos trabalhos propostos nos planos de negócios dos alunos do 7º e 8º semestres de administração;

Exposição de manufaturas: O ARTIFICE;

Exposição das boas práticas de responsabilidade sócio-ambiental de empresas de Vitória da Conquista;

Exposição de trabalhos manufaturados;

Apresentações culturais no palco do Via Cultura

Posse da Empresa júnior in9ve

Festa de Encerramento: apresentação cultural do grupo Amantes do Forró

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mandato do Vereador Beto Gonçalves discute políticas para juventude


O Mandato do Vereador Beto Gonçalves (PV) realiza Audiência Pública do Dia nacional da Juventude, nesta sexta-feira (23), às 19:h, na Câmara Municipal, auditório Carmem Lúcia, .

O evento terá a presença do Arcebispo Metropolitano Dom Luís Pepeu, entre outras autoridades, em um momento importante para discutir as alternativas que busquem a valorização do jovem, sua inserção no mercado de trabalho, a garantia de direitos, com a finalidade de garantir qualidade de vida ao jovem conquistense.

"A juventude precisa de esporte, de lazer, de educação de qualidade, precisa se profissionalizar e nosso objetivo com esta atividade é reunir autoridades e a comunidade para buscarmos caminhos de uma política para a juventude verdadeiramente eficaz", afirmou o vereador.

LEI DE ADOÇÃO DE PRAÇAS DO VEREADOR BETO GONÇALVES É APROVADA PELA CÂMARA


A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista aprovou no último dia 06 de Outubro de 2009, a Lei 574/2009 que cria o Programa de adoção de praças por entidades sociais e pessoas jurídicas em Vitória da Conquista. A Lei é a primeira na cidade a tratar da possibilidade de estabelecimento de parcerias público-privadas para reforma, manutenção, preservação e conservação de espaços públicos de convivência social.

A lei aguarda agora a sanção do Prefeito Municipal Guilherme Menezes e será executada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, através do vice-prefeito Ricardo Marques. Os termos de parceria e a fiscalização serão feitas pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. Com a Lei, haverá a possibilidade de Vitória da Conquista ter em breve praças mais bonitas e mais frequentadas pela população.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Oficinas de Negócios da Música acontecem em Conquista

O Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria de Políticas Culturais (SPC) e da Representação Regional Nordeste (RRNE), e a Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB/ SECULT), o Sebrae-(BA), a Fundação Gilberto Freyre e a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, convidam artistas e produtores da música a participarem das Oficinas de Negócios da Música.

As oficinas irão acontecer em Vitória da Conquista, de 27 a 29 de Outubro, na Casa Regis Pacheco e fazem parte do projeto de Capacitação em Negócios da Música que o MinC e a Funarte estão realizando nos estados da região com o Fórum Nordeste de Gestores de Cultura das SECULTs e SEBRAEs para a Música.

O objetivo é informar os participantes sobre os conteúdos e os métodos de negócios abordados nas feiras de música nacionais e internacionais, a exemplo da Feira Música Brasil, que este ano acontecerá novamente em Recife, entre os dias 9 e 13 dezembro.

Programação

Data: 27 a 29 de outubro
Hora: 09 às 18:00
Local: Casa Régis Pacheco - Pça. tancredo Neves, 191 - Centro (ao Lado da Catedral)
Telefone para contato da Secretaria de Cultura(77) 32422 8215.

Vagas disponíveis: 30

Público-alvo: artistas e produtores musicais

Carga horária: 24 horas

Seleção
O processo seletivo do público participante será feito mediante análise de currículos dos produtores e artistas, que deverão ser enviados para o email – rosalia.rocha@ba.sebrae.com.br - até o dia 23/10 às 12hs.

Serão selecionados artistas e produtores da linguagem musical, com atividade comprovada, de acordo com os seguintes critérios:

Potencialidade: demonstração de capacidade de produção artística com objetivos de mercado.
Profissionalismo: organização de trabalhos com tarefas e objetivos bem definidos.
Produtividade: produção de conteúdo com representatividade em âmbito local, regional, nacional ou internacional.
Empreendedorismo: realização de eventos com produção do próprio artista ou grupo e a participação em ações coletivas em prol da cultura.

Cultura prorroga prazo de inscrições para o concurso “Por isso é que eu canto”

A Secretaria Municipal de Cultura prorrogou o prazo de inscrições para o concurso “Por isso é que eu canto” 2009. Elas podem ser feitas, gratuitamente, até o próximo dia 30. Os interessados devem comparecer à sede da Secretaria, situada à Rua Cel. Gugé nº. 396, no centro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira. No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar uma proposta musical, por escrito, um CD de demonstração com músicas conhecidas de artistas nacionais, primando pelo estilo da Música Popular Brasileira ou POP e cópias da carteira de identidade, CPF e comprovante de residência.

Revelando talentos - O Concurso “Por isso é que eu canto” tem por objetivo contemplar novos artistas de âmbito local e regional no intuito de democratizar a arte e a cultura em nossa cidade e também proporcionar possibilidades de inserção de novos artistas no cenário conquistense e regional.

Os três primeiros colocados receberão premiação em dinheiro e participarão da programação do Natal da Cidade 2009, com um show de abertura ou a critério da Comissão Organizadora. Além disso, serão selecionados até 10 participantes finalistas para a gravação de um CD promocional, com canções de autores conquistenses e/ou regionais.

Artigo - Futuro ainda comprometido

Por Marina Silva*

Números do Ipea e do IBGE, divulgados recentemente, mostram que o país não avançou no combate ao analfabetismo. Pelo contrário. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 mostram que são mais de 14 milhões de analfabetos, 10% da população, com uma redução de apenas 7,2 pontos percentuais em comparação a 1992.

Tão grave quanto este dado é o número de analfabetos funcionais. Correspondem a 21% da população, ou 30 millhões de pessoas. Somando-se os dois grupos, chega-se a quase 1/4 da população sem condições de ler ou compreender este texto. Trata-se de uma exclusão perversa e profunda.

Isso compromete o futuro do Brasil dada a baixa qualificação da mão-de-obra e os limites claros que impõe ao pleno usufruto da cidadania, como sei de experiência própria. Se o país não investe pesadamente em educação -e não apenas com recursos financeiros, mas com prioridade estratégica- falta algo fundamental a qualquer pretensão de se projetar no cenário internacional.

O Brasil pode se tornar a quinta economia do mundo até 2016, sem que tal conquista necessariamente se reverta em mais qualidade de vida para os excluídos. No Nordeste, houve uma redução de 13% do número de pobres nos últimos dez anos, mostram os dados do IBGE.

O analfabetismo, contudo, permanece alto e isso deveria acender um enorme sinal de alerta. A educação é o único instrumento capaz de dar autonomia às pessoas para transformar suas próprias realidades. Uma população mais escolarizada, em geral, sofre menos com violência, tem mais acesso à saúde preventiva, ganha salários maiores.

Investir em infraestrutura é necessário. O melhor investimento que se pode fazer, porém, está na própria população. Os desafios educacionais são gigantescos. E não se pode enfrentá-los sem um esforço igualmente gigantesco, histórico, que ultrapasse as barreiras burocráticas de uma política setorial e se entranhe em todos os níveis e áreas de governo e da sociedade. Dedicar a este esforço as verbas publicitárias públicas, para campanhas motivadoras e mobilizadoras, já seria um bom começo.

É preciso sair urgentemente do apego a estatísticas. Não basta alinhavar números de crianças na escola se, ao final do processo, elas se sentem humilhadas pelo analfabetismo funcional. Quanto mais tempo nos conformarmos com essa situação, mais longe estaremos do Brasil que nossa população merece e do crescimento com qualidade que queremos e podemos ter.

* Marina Silva é Pedagoga, Senadora (PV-AC) e ex-Ministra do meio ambiente.

Publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo de 19-10-09 segunda.

PV luta pela aprovação de propostas contra aquecimento global

A questão ambiental, que deveria ser prioridade na Câmara dos Deputados, foi relegada novamente na noite desta quarta-feira, 21. Sob protestos do Partido Verde, o acordo para votar os projetos que propõem medidas para enfrentar o aquecimento global foi quebrado e as propostas retiradas da pauta, por pressão da bancada ruralista e com a complacência dos líderes da base governista.

"O que aconteceu foi um acordo bem orquestrado onde se votou aquilo que interessava. Quando são assuntos imediatos de interesse do governo há todo empenho em se viabilizar a votação das matérias, mas quando há um tema ambiental que trata das mudanças climáticas, para o governo e seus representantes aqui dentro, o assunto deixa de ser importante", protestou o líder do PV, deputado Edson Duarte.

O PL 18/07, do deputado Sarney Filho (PV-MA), é o principal, ao qual está apensada, entre outras, a proposta do governo (PL 3535/08), que institui a Política Nacional de Mudanças Climáticas. O PL 18 estabelece, entre outros pontos, a obrigatoriedade da adoção de medidas, por parte do Poder Público, objetivando a redução das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa, além de providências que propiciem economia de energia. Também está aprensado, o PL 2056/07, de autoria de Edson Duarte, que torna obrigatória a compensação pela emissão e consumo de carbono.

Os verdes protestaram e tentaram de todas as formas manter a votação, no entanto, a maior parte dos líderes foi favorável a quebra do acordo. "É meio ambiente, é de todos, acaba não sendo de ninguém quando há interesse eleitoral e eleitoreiro", criticou Edson Duarte.

Como os projetos não foram aprovados, Sarney Filho cobrou do Plenário o compromisso de se pautar a matéria na próxima terça-feira, 27. "Nós gostaríamos de ouvir dos líderes dos partidos, para que fique gravado e a sociedade tome conhecimento, a vontade, o desejo e o compromisso de votarem este projeto".

Liderança do PV
Assesoria de Imprensa

Marina e Mão Branca juntos em 2010

Assessoria Parlamentar

O vice-líder do Partido Verde na Câmara dos Deputados, Edigar Mão Branca (PV-BA), juntamente com a bancada do partido, reuniu-se na última quarta-feira (21), em Brasília, com a senadora Marina Silva. Foi a primeira reunião oficial de todos os parlamentares após a filiação dela ao PV. Da Bahia, além de Mão Branca, participaram também os deputados Luiz Bassuma e Edson Duarte.

Edigar Mão Branca explicou que na pauta do encontro foi oficializado à senadora o convite para que Marina Silva visite a Bahia e esta presença provavelmente ocorrerá na primeira quinzena de novembro.

Os parlamentares prometem tornar a visita da senadora um grande evento de filiação e debates sobre a participação do PV na eleição de 2010. Além de Salvador, Marina Silva deverá visitar também as cidades de Juazeiro e Vitória da Conquista.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Partido Verde e eu

Por Paulo Pires

Há poucos dias ingressei no Partido Verde. Nosso vice-prefeito Ricardo Marques me ligou no dia anterior pedindo para que eu comparecesse a um Café da Manhã no Caminho da Roça. Cheguei lá por volta de 10h30min, portanto sem apetite para o café. Na verdade, este era apenas um bom pretexto para reunir amigos. Conforme os bons pastores, Jesus quando queria reunir pessoas fazia uma recepção regada a bons e saudáveis acepipes. Foi isso que se deu naquela manhã. Só faltou Jesus, claro.

Meus amigos, confesso que a reunião foi ótima. Só vi caras boas. Prá ser sincero eu não estava disposto a me filiar a nenhuma agremiação partidária. Confesso não ter tempo para colaborar como deveria, portanto me sinto inepto para engrossar as fileiras de qualquer entidade. Mas o ambiente e as pessoas que lá estavam me são tão caras (na verdade elas são o maior barato!), que acabei não resistindo ao charme do Parido de dona Marina Silva.

Quando cheguei quem estava discursando era o deputado Mão Branca. As pessoas o ouviam com muita atenção e eu imediatamente me somei a elas para não perder o fio da meada. Ricardo Marques sucedeu a Mão Branca e disse que estava feliz por poder naquele momento dizer quem estava se filiando. E foi citando os nomes das pessoas (todas minhas amigas).

Fiquei tão entusiasmado com os nomes citados que levantei minha mão e disse que se não fosse vetado, colocasse o meu também. Nesse momento, meia dúzia de amigos aplaudiu minha decisão e depois dessa minha caída sentimental-partidária tornei-me o mais novo (no sentido de filiação) membro dos Verdes. Sem brincadeira acho que acertei na mosca.

O Partido Verde é uma agremiação muito interessante para o Brasil. Somos um conjunto de pessoas preocupadas com os rumos do Planeta, não apenas no sentido ecológico, mas também na limpeza dos encaminhamentos voltados para a dignidade humana. A nós não interessa ganhar batalhas se elas não representarem o bom combate. Só nos interessam causas construtivas, paixões merecidas e soluções limpas para tentar melhorar um mundo que vive situações histéricas.

Muito melhor que vencer é ter consciência de que nem sempre a vitória é o ponto final de um processo. Além da vitória existe a História, além da História existe a vida e paralela a esta, o que se exige é dignidade. Não adianta ganhar o mundo e perder a alma.

No dia em que o Partido Verde subir ao cume de nossa política, talvez seja esse o dia em que todos possam dizer: O Brasil deu o primeiro passo para entrar no seleto clube dos Países Civilizados. Os guerreiros verdes são diferentes dos outros e aquele Café da Manhã por si só já era uma demonstração dessa afirmação. Digo isso com certo acanhamento pelo fato de lá estar e agora ser um membro da agremiação. Mas qualquer pessoa que lá estivesse sentiria que pela primeira vez a cidade de Vitória da Conquista estava fazendo brotar um Partido com pessoas totalmente conscientes e identificadas com a sua missão. Tanto pelas causas quanto pelas cláusulas contidas em seu Projeto Político.

Não havia ninguém naquele ambiente que não expressasse um sentimento de orgulho (puro) por estar ali. Todos estavam super contentes, felizes, soltos. Sabíamos que aquele momento representava a continuidade das lutas empreendidas por intelectuais e ativistas que há muito se colocaram a disposição do Brasil. Quem não se orgulha de estar em companhia de homens como Chico Mendes, mulheres como Marina Silva e desbravadores como Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e Juca Ferreira? A sensação que tive foi que os espíritos desses camaradas “baixaram” por lá. Melhor ainda: Sentimo-nos aplaudidos e congratulados pela nossa chegada. Eduardo Arêas (e o seu belo e enigmático sorriso monalisíaco), Raimundo Nova, Dirlêi Bonfim, Alcides Santana, Lucinho Ferraz, Carlos Morenos, Luciano PP (meu parente), Anderson Oliveira Santos, José Carlos D’Almeida e tantos outros fizeram a festa ficar mais clara naquela manhã solar. Quanto ao café, sinceramente, me esqueci. Mas em nosso próximo encontro, irei de bucho vazio. Tinha coisa demais prá comer, mas curiosamente, nossos companheiros não pareceram muito motivados para a comilança. Acho que nossa fome ficou restrita ao plano político. Valeu a pena. Se o amigo ou a amiga estiver em dúvida quanto ao Partido em que deva se filiar, não fique assim. Na dúvida, entre no PV. É um partido construído com muita dignidade e nele ninguém tem necessidade de aparecer. Ele se pensa como um conjunto. O Vereador Beto Gonçalves que auxiliou na condução dos trabalhos manteve-se numa discrição franciscana, assim como os demais membros da Executiva Municipal presentes, menção honrosa para o nosso secretário de administração Márcio Higino. Eu agora sou Verde e se você quiser ser, vá até a Praça Barão do Rio Branco. 1º andar do Hotel Aliança.

O Partido Verde e eu

Por Paulo Pires

Há poucos dias ingressei no Partido Verde. Nosso vice-prefeito Ricardo Marques me ligou no dia anterior pedindo para que eu comparecesse a um Café da Manhã no Caminho da Roça. Cheguei lá por volta de 10h30min, portanto sem apetite para o café. Na verdade, este era apenas um bom pretexto para reunir amigos. Conforme os bons pastores, Jesus quando queria reunir pessoas fazia uma recepção regada a bons e saudáveis acepipes. Foi isso que se deu naquela manhã. Só faltou Jesus, claro.

Meus amigos, confesso que a reunião foi ótima. Só vi caras boas. Prá ser sincero eu não estava disposto a me filiar a nenhuma agremiação partidária. Confesso não ter tempo para colaborar como deveria, portanto me sinto inepto para engrossar as fileiras de qualquer entidade. Mas o ambiente e as pessoas que lá estavam me são tão caras (na verdade elas são o maior barato!), que acabei não resistindo ao charme do Parido de dona Marina Silva.

Quando cheguei quem estava discursando era o deputado Mão Branca. As pessoas o ouviam com muita atenção e eu imediatamente me somei a elas para não perder o fio da meada. Ricardo Marques sucedeu a Mão Branca e disse que estava feliz por poder naquele momento dizer quem estava se filiando. E foi citando os nomes das pessoas (todas minhas amigas).

Fiquei tão entusiasmado com os nomes citados que levantei minha mão e disse que se não fosse vetado, colocasse o meu também. Nesse momento, meia dúzia de amigos aplaudiu minha decisão e depois dessa minha caída sentimental-partidária tornei-me o mais novo (no sentido de filiação) membro dos Verdes. Sem brincadeira acho que acertei na mosca.

O Partido Verde é uma agremiação muito interessante para o Brasil. Somos um conjunto de pessoas preocupadas com os rumos do Planeta, não apenas no sentido ecológico, mas também na limpeza dos encaminhamentos voltados para a dignidade humana. A nós não interessa ganhar batalhas se elas não representarem o bom combate. Só nos interessam causas construtivas, paixões merecidas e soluções limpas para tentar melhorar um mundo que vive situações histéricas.

Muito melhor que vencer é ter consciência de que nem sempre a vitória é o ponto final de um processo. Além da vitória existe a História, além da História existe a vida e paralela a esta, o que se exige é dignidade. Não adianta ganhar o mundo e perder a alma.

No dia em que o Partido Verde subir ao cume de nossa política, talvez seja esse o dia em que todos possam dizer: O Brasil deu o primeiro passo para entrar no seleto clube dos Países Civilizados. Os guerreiros verdes são diferentes dos outros e aquele Café da Manhã por si só já era uma demonstração dessa afirmação. Digo isso com certo acanhamento pelo fato de lá estar e agora ser um membro da agremiação. Mas qualquer pessoa que lá estivesse sentiria que pela primeira vez a cidade de Vitória da Conquista estava fazendo brotar um Partido com pessoas totalmente conscientes e identificadas com a sua missão. Tanto pelas causas quanto pelas cláusulas contidas em seu Projeto Político.

Não havia ninguém naquele ambiente que não expressasse um sentimento de orgulho (puro) por estar ali. Todos estavam super contentes, felizes, soltos. Sabíamos que aquele momento representava a continuidade das lutas empreendidas por intelectuais e ativistas que há muito se colocaram a disposição do Brasil. Quem não se orgulha de estar em companhia de homens como Chico Mendes, mulheres como Marina Silva e desbravadores como Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e Juca Ferreira? A sensação que tive foi que os espíritos desses camaradas “baixaram” por lá. Melhor ainda: Sentimo-nos aplaudidos e congratulados pela nossa chegada. Eduardo Arêas (e o seu belo e enigmático sorriso monalisíaco), Raimundo Nova, Dirlêi Bonfim, Alcides Santana, Lucinho Ferraz, Carlos Morenos, Luciano PP (meu parente), Anderson Oliveira Santos, José Carlos D’Almeida e tantos outros fizeram a festa ficar mais clara naquela manhã solar. Quanto ao café, sinceramente, me esqueci. Mas em nosso próximo encontro, irei de bucho vazio. Tinha coisa demais prá comer, mas curiosamente, nossos companheiros não pareceram muito motivados para a comilança. Acho que nossa fome ficou restrita ao plano político. Valeu a pena. Se o amigo ou a amiga estiver em dúvida quanto ao Partido em que deva se filiar, não fique assim. Na dúvida, entre no PV. É um partido construído com muita dignidade e nele ninguém tem necessidade de aparecer. Ele se pensa como um conjunto. O Vereador Beto Gonçalves que auxiliou na condução dos trabalhos manteve-se numa discrição franciscana, assim como os demais membros da Executiva Municipal presentes, menção honrosa para o nosso secretário de administração Márcio Higino. Eu agora sou Verde e se você quiser ser, vá até a Praça Barão do Rio Branco. 1º andar do Hotel Aliança.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Megaempresários filiam-se ao PV para apoiar Marina Silva

A senadora Marina Silva (PV-AC) e o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, durante ato de filiação ao Partido Verde (Foto: Clayton de Souza/AE)

Em evento restrito que reuniu cerca de duzentas pessoas em São Paulo, um grupo de empresários de destaque no cenário nacional e internacional filiou-se ao Partido Verde nesta quarta-feira, em apoio à senadora Marina Silva, provável candidata dos verdes à presidência da República. Entre eles, Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, Enrique Svisrsky, do Instituto Socioambiental e Roberto Klabin.

O jurista José Afonso da Silva e o empresário Guilherme Leal , do Conselho de Administração da Natura, fizeram parte da mesa representando os segmentos que apoiam a senadora. Leal disse que a entrada de Marina Silva como candidata do Partido Verde na disputa presidencial mudou o quadro político do país e que este fato provoca um grande entusiasmo na sociedade.

Em carta aberta lida por Ricardo Young (veja abaixo), os empresários se dizem inspirados no exemplo da senadora e como cidadãos sem tradição de atuação político-partidária querem participar ativamente da construção de um novo projeto para o Brasil. Todos tiveram a ficha de filiação abonada por Marina Silva.

Em seu pronunciamento, a senadora lembrou que há um mês filiava-se ao Partido Verde com a expectativa de desenvolver um projeto político para o país e que isto desencadeou um processo de amplo apoio em todos os lugares por onde passa.

Marina Silva foi aplaudida no meio do discurso ao dizer que a crise ambiental global tem que ser enfrentada considerando-se as relações com as áreas da saúde, educação, transporte, economia, cultura e lazer. “Isso é o direito à felicidade. Estamos num esforço por uma economia que seja próspera. O desenvolvimento é possível, desde que respeitemos a capacidade de suporte do planeta.”

A presidente estadual do Partido Verde, Regina Gonçalves reiterou que a legenda irá disputar a eleição do ano que vem com chapa completa, inclusive com candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado.

José Luiz Penna, presidente nacional do PV, disse que o partido vive uma nova fase e que passa a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional.

Também se filiaram ao Partido Verde nesta quarta-feira os empresários Fernando Tedesco Simões (Moinho Brasil); Fernando Monteiro de Carvalho Garnero (Brasilinvest), Ana Paula Junqueira, secretária geral da Associação das Nações Unidas no Brasil – Anubra; Guerino Balestrassi, presidente do Bando de Desenvolvimento do Espírito Santo; o pastor Dilmo dos Santos; secretário nacional da igreja Assembléia de Deus, a atriz Dóris Giesse e o atleta Pampa, da seleção brasileira de vôlei. (Secretaria Estadual de Comunicação - PV/SP)

Carta de brasileiros comprometidos com a construção do Brasil do século 21

Nós, abaixo assinados, cidadãos e cidadãs de diferentes setores da sociedade brasileira e sem tradição de atuação político-partidária, expressamos neste ato de filiação nossa disposição de participar de maneira ativa da construção de um novo projeto de Brasil.

Inspirados pela trajetória de vida e pelo exemplo da senadora Marina Silva – que se colocou a serviço desse projeto – assumimos este compromisso e convidamos toda a sociedade a se envolver coletivamente na construção de um país economicamente próspero, socialmente justo, politicamente democrático, culturalmente diverso e ambientalmente sustentável.

Airton Soares
Anamaria Schindler
Ana Toni
Cláudio Pádua
Enrique Svirsky
Guilherme Leal
João Augusto Fortes
José Mindlin
José Monforte
Ricardo Guimarães
Ricardo Young
Roberto Klabin
Sergio Mindlin
Suzana Pádua

Secretaria Estadual de Comunicação - PV/SP

Partido Verde recepciona novos feliados


Numa atividade festiva a acontecer neste Sábado na sede do Partido, o PV de Vitória da Conquista recepciona seus novos filiados: professores, artistas, profissionais liberais e membros da sociedade conquistense que estão acreditando numa nova forma de fazer política, com ética e respeito à sustentabilidade. O evento terá a presença do Deputado Edigar Mão Branca, do Vice Prefeito Ricardo Marques e do Vereador Beto Gonçalves entre demais lideranças locais e regionais.

Evento: Café da manhã de recepção aos novos filiados do Partido Verde
Local: Sede do PV - Praça Barão do Rio Branco
Horário: 09h - Sábado - 03 de Outubro

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Edigar Mão Branca aparece com 19.78% das intenções de voto em pesquisa

Pesquisa da Hoje Comunicações aponta os principais nomes na corrida para deputado federal em Vitória da Conquista

A Hoje Comunicações Pesquisa e Jornalismo realizou consulta, para saber dos eleitores de Vitória da Conquista em quem votariam, caso as eleições de 2010 fossem hoje. A consulta se estendeu aos nomes de pretensos candidatos a deputado estadual, governador, presidente, deputado que mais trabalhou pelo município e Rádio mais ouvida.

Todas as perguntas envolvendo as eleições,foram feitas nas modalidades espontânea e estimulada ( vale lembrar que não foi induzida). Os demais resultados serão divulgados ainda hoje. Fique atento ao Blog ou ao Twiter para observar quem publica primeiro.

A pesquisa foi realizada nos dias 19 e 20 de setembro e foram ouvidas 920 pessoas nos 17 principais bairros de Vtória da Conquista. Inclusive possibilitando aos interessados uma avaliação mais adequada ao seu trabalho político por cada bairro da cidade.

EDGAR MÃO BRANCA 19.78%

CORIOLANO SALES 14.67%

HÉRZEM GUSMÃO 12.61%

WALDENOR PEREIRA 10.98%

ACM NETO 10.43%

NEHUM DESTES 17.28%

OUTROS 14.25%

fonte: www.blogdopaulonunes.com

domingo, 27 de setembro de 2009

PV realiza semana de filiação em Conquista

Participe da construção de um novo momento da política brasileira!

Durante essa semana, a sede do PV de Vitória da Conquista estará aberta em horário comercial para as novas filiações. Na sexta, 02 de Outubro, um grande evento de recepção aos novos filiados, com a presença do Deputado Edigar Mão Branca, do Vice Prefeito Ricardo Marques e do Vereador Beto Gonçalves entre outras autoridades do PV conquistense.

Endereço: Praça Barão do Rio Branco, S/N, Centro, Prédio da Claro - Primeiro Andar
Horários: Das 08h às 12h e das 14h às 18h

CONTATOS:
8818 8126 - 8802 3617 - 8827 0567 - 8827 0476

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Meio Ambiente promove tarde de educação e lazer


Exibição de filme com temática ambiental e confecção de painel integram a atividade que marca o Dia da Ávore

Para comemorar o Dia da Árvore e a chegada da primavera, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através do Módulo de Educação Ambiental, promove uma tarde de lazer e educação nesta terça-feira, 22, a partir das 15h, na Cemacre, creche filantrópica que fica localizada na Rua Sinhazinha Santos.

As 50 crianças de 3 a 6 anos de idade, moradoras dos bairros Alto Maron, Pedrinhas, Guarani e Alto do Cruzeiro, atendidas pela creche, assistirão ao filme “Os Sem-Floresta” e produzirão um painel com desenhos sobre a primavera e o dia da árvore.

“O objetivo é despertar a consciência ambiental nas crianças que vão construir o nosso futuro. Além disso, queremos chamar a atenção para a importância das árvores e o quanto é bela a nossa cidade, principalmente na primavera”, afirma a coordenadora do módulo de Educação Ambiental, Luciana Oliveira.

Os Sem- Floresta- O desenho animado conta a história de animais da floresta que despertam da hibernação com a chegada da primavera. Ao acordar eles logo têm uma surpresa: surgiu ao redor de seu habitat natural uma grande cerca verde. Inicialmente eles temem o que há por detrás da cerca, até que descobrem que foi construída uma cidade ao redor da floresta em que vivem, que agora ocupa apenas um pequeno espaço.

Um dos animais é o guaxinim, RJ, que explica que o mundo além da cerca é “a passagem para um vida maravilhosa” na qual criaturas peculiares chamadas humanos vivem para comer, ao invés de comer para viver. Apesar de tentar convencer os demais a atravessar a cerca, alguns animais acham melhor permanecer onde estavam inicialmente.

Fonte: www.pmvc.com.br

Beto Gonçalves comemora informatização do serviço de cartórios em Conquista

Gonçalves parabenizou o juiz Léo Cerveira, que exerce a função de diretor do Fórum

O vereador Beto Gonçalves (PV) destacou a informatização do sistema de autenticação de documentos no Fórum João Mangabeira. Segundo o parlamentar, o sistema está funcionando bem, reduzindo as filas nos cartórios da cidade. Gonçalves parabenizou o juiz Léo Cerveira, que exerce a função de diretor do Fórum. “Este novo sistema tem dado uma contribuição muito importante para os conquistenses. As filas foram reduzidas e a população está contente”, declarou.

O parlamentar comentou sobre a filiação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao PV. “Ela é pré-candidata à presidência da república. Como ministra, desenvolveu um excelente trabalho”, disse, ressaltando a importância da transferência da ex-ministra para o Partido Verde.

Gonçalves destacou, ainda, a reforma do posto policial no Bairro Urbis V, o que vai melhorar a segurança pública do local. “É uma parceria dos comerciantes com a Polícia Militar”, disse.

fonte: www.camaravc.com.br

Vitória da Conquista participa amanhã,22, do "Dia na cidade sem meu carro"

Todos podem contribuir deslocando-se de ônibus, a pé ou de bicicleta e aproveitando a oportunidade para exercitar o corpo e contemplar a cidade


Amanhã, 22, Vitória da Conquista fará parte de um importante movimento mundial pela preservação do meio ambiente e pela reflexão sobre o modelo de mobilidade urbana vigente nas cidades: é o "Dia na cidade sem meu carro". A ocasião é um estimulo às formas não-motorizadas de locomoção. Todos podem contribuir deslocando-se de ônibus, a pé ou de bicicleta e aproveitando a oportunidade para exercitar o corpo e contemplar a cidade. Uma zona sem automóvel será criada na Praça Barão do Rio Branco, onde acontecerão diversas atividades culturais educativas e de saúde.

Frota da cidade - Atualmente, Vitória da Conquista conta com uma frota de 68 mil carros e este número vem crescendo ano a ano. Só para se ter uma idéia, em 1990, haviam 17 mil carros na cidade, em 2004, eram 34 mil automóveis e a previsão é que, em dois anos e meio, Vitória da Conquista tenha 136 mil carros. Um crescimento incompatível com o espaço físico, recursos econômicos e sustentabilidade ambiental da cidade, já que o uso excessivo de automóveis contribui para agravar diversos problemas como a poluição atmosférica e sonora, efeito estufa, congestionamentos, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade, acidentes e consumo de combustíveis fósseis.

Utilização racional dos automóveis - Para o secretário de Infra Estrutura, Transporte e Transito, Ubiratan Felix, não se trata de ser contra o uso de automóveis, mas de incentivar a utilização racional do carro. “Em Vitória da Conquista, temos 250 ônibus e 68 mil carros. Numa cidade com menos carros, provavelmente, os ônibus andariam mais rápido; nos domingos, por exemplo, é possível fazer os trajetos mais rápidos do que durante a semana, devido ao menor número de carros nas ruas. Se as pessoas utilizassem menos os carros, haveria também menos conflito de espaço, afinal, um ônibus leva quarenta pessoas e um carro leva uma ou duas e ocupa um terço do espaço ocupado por um ônibus. Portanto, se continuarmos aumentando a relação automóvel/ população, não haverá espaço físico para que os automóveis possam se locomover, por mais que se construam vias não será possível acompanhar o crescimento do número de veículos e haverá ainda um problema ambiental grave”, afirmou.

Pensando um futuro sustentável - A idéia do Dia sem carro surgiu na Europa nos últimos anos do século 20, e, desde então, vem se espalhando pelo mundo. Trata-se de uma reflexão sobre os problemas causados pelo uso intenso de automóveis, a partir da percepção de que o mundo não tem capacidade de recepcionar a quantidade de carros produzida.

Hoje, os principais mercados de automóveis estão nos paises em desenvolvimento, o Brasil já é o terceiro maior produtor de automóveis de mundo. Considerando este dado, o secretário, Ubiratan Félix, destacou a importância de inserir Vitória da Conquista nesta discussão mundial sobre a mobilidade. “Vitória da Conquista mais uma vez está engajada em ações e discussões importantes para a população. Se não fizermos esta discussão neste momento, daqui há dez anos teremos uma situação caótica e isso tem uma conseqüências graves na vida das pessoas”.

Fonte: Ascom/PMVC

Festival de Música da Bahia tem representantes de vários estados do Brasil

Candidatos de várias partes do país começam os preparativos para vir a Vitória da Conquista e encantar o público com talento e belas canções a serem apresentadas na VII Edição Nacional do Festival de Música da Bahia. A lista com os 24 selecionados foi divulgada nesta terça-feira, 15, e chama atenção pela variedade de regiões representadas pelos candidatos.

Dos artistas da terra, três deles marcarão presença no evento. O já conhecido Papalo Monteiro, que participou de várias outras edições do Festival e sempre foi finalista; a também veterana Geci Brito, escolhida como melhor intérprete baiana na edição de 2008; e o mineiro radicado em Conquista Graco Lima Jr.

Retorno de vencedores

Um dos pontos fortes do Festival de Música da Bahia é a consolidação do talento de alguns de seus participantes. Prova disso é o retorno de grande parte dos vencedores da edição passada. É o caso de Zebeto Corrêa, segundo lugar em 2008; o brasiliense Mongol, que compôs músicas para Oswaldo Montenegro e foi escolhido como melhor intérprete; e Vytória Rudan, que ficou com o terceiro lugar. Outro nome que retorna ao FMB é Ito Moreno, nascido na cidade de Macaúbas, interior do estado, que foi o grande vencedor da quarta edição do Festival em 2006.

Nesta sétima edição, foram inscritas mais de 600 canções. Os prêmios a serem entregues para os 12 primeiros colocados, além do melhor intérprete, somam mais de R$ 15 mil. As apresentações ocorrem entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. A entrada é 1Kg de alimento não-perecível.

O Festival de Música da Bahia é uma iniciativa do Movimento Artístico e Cultural de Vitória da Conquista (MAC), em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e com a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista (PMVC). O patrocínio é da Petrobrás.

Confira no site do evento (www.festivaldemusicadabahia.com.br) a relação dos classificados e a ordem de apresentação de cada um.

Por Adailton Rocha e Rafael Carvalho

Marina no Roda Viva

Filha de nordestinos que foram colonizar a Amazônia, Marina Silva nasceu no Acre e desde cedo trabalhou como lavradora. Em Rio Branco, trabalhou como doméstica, se alfabetizou pelo Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização, criado pelo governo federal em 1967, para alfabetização de adultos) e formou-se em história aos 26 anos.

Em 1988 Marina Silva elegeu-se vereadora de Rio Branco, pelo Partido dos Trabalhadores. Em 90 foi deputada estadual e em 95 elegeu-se senadora, sendo reeleita em 2003.

Com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva assumiu o Ministério do Meio Ambiente, onde ficou até maio do ano passado, quando deixou o cargo após atritos com outros integrantes do Governo.

No mês passado ela deixou o Partido dos Trabalhadores, onde permaneceu por quase 30 anos para se filiar ao PV.

Marina Silva é uma ambientalista premiada e reconhecida pela Organização das Nações Unidas.

Entrevistadores: Lourival Sant’Anna, repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo; Eleonora de Lucena, editora-executiva do jornal Folha de S. Paulo; Denise Rothenburg, colunista de política do jornal Correio Braziliense e Paulo Moreira Leite, diretor da sucursal em Brasília da revista Época.

Twitters no estúdio: Alexandre de Oliveira Saconi, jornalista (http://twitter.com/Saconi); Lucia Freitas, jornalista (http://twitter.com/lufreitas) e Davi Rocha, jornalista (http://twitter.com/davirocha).

Fotógrafo convidado: Victor Bonomi, consultor de segurança da informação (www.flickr.com/vbonomi).

Apresentação: Heródoto Barbeiro

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Edson Duarte: há uma campanha no País para destruir o Código Florestal

Em entrevista ao Jornal da Câmara, o líder do PV critica a comissão especial criada para unificar a legislação ambiental e o tratamento que vem sendo dado ao Cerrado e à Caatinga.


Agência Câmara



Técnico em agropecuária e pedagogo, Duarte é titular da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Em seu segundo mandato, ele foi deputado estadual e vereador em Juazeiro (BA) antes de chegar à Câmara dos Deputados.

Quais são as prioridades do PV para os próximos meses, sob a sua liderança?

Precisamos manter a unidade da bancada, que tem sido o ponto forte, em torno das pautas consideradas prioritárias. Este ano, às vésperas da Conferência de Copenhague (próximo encontro da ONU sobre clima), é óbvio que o tema mudanças climáticas ganha mais destaque na bancada do PV. Até porque, diante da próxima eleição, não se poderá deixar de discutir o posicionamento brasileiro sobre o tema. Além disso, temos discutido a questão das florestas, o fim do desmatamento para os diferentes biomas e ainda a proteção dos recursos hídricos.

Qual a sua opinião sobre a criação de comissão especial para reunir ainda neste semestre todas as propostas relacionadas ao meio ambiente e floresta em um único projeto?

É um grande equívoco convocar uma comissão que vai apresentar uma correlação desigual de forças. Essa comissão surge de uma movimentação da bancada ruralista, que não tem intenção de melhorar a legislação ambiental. A legislação ambiental tem falhas e discussões a serem atualizadas. Mas o que estão fazendo é uma campanha para destruir o Código Florestal e isso vem de uma interpretação equivocada de que o meio ambiente e a legislação impedem o desenvolvimento do setor ruralista. Isso não é verdade. A lei não impede ninguém de desmatar, as matas continuam sendo destruídas. Outro equívoco é a prova de que o consumidor está ficando cada vez mais exigente e, se nos descuidarmos, em breve sofreremos vetos de mercados externos por estarmos destruindo nossas florestas. Aí sim, os agropecuaristas sentirão na pele o prejuízo.

O Ministério do Meio Ambiente aponta que o Cerrado tem sido mais desmatado que a Amazônia. No caso da Caatinga, nem estudos existem. A PEC que beneficiaria os dois biomas tramita há 14 anos na Câmara. Qual a sua avaliação desse tema?

A situação da Caatinga é, de fato, ainda pior que a do Cerrado, e os olhares nacional e internacional só se voltam para a Amazônia. É um preconceito com os dois biomas. Na Caatinga, temos 25 milhões de pessoas e é inaceitável que esse bioma continue sendo destruído, se transformando em um grande deserto. O Inpe, a USP e a Embrapa apontam que, entre 2025 e 2050, boa parte do semiárido brasileiro se transformará em deserto. Com a aridez não haverá atividade econômica sustentável na região e a população que lá vive terá que se deslocar sabe-se lá para onde, já que não há mais nenhum espaço nas grandes cidades para receber essa população. No caso do Cerrado, ele vem sendo transformado em plantações de grãos, e estamos falando da caixa d’água brasileira, já que rios das principais bacias nascem quase sempre no Cerrado. É uma grave ameaça para rios importantíssimos para a nossa economia, como o próprio Rio São Francisco.

Como o PV se posiciona diante das reformas em discussão no Congresso?

Na reforma política, defendemos que ocorra com o objetivo de aumentar a democratização do sistema eleitoral, não tratando as pequenas legendas como algo ruim ou criminoso. Se acusam as pequenas legendas de serem de aluguel é porque não olharam que as trocas partidárias se dão nas grandes legendas e as pequenas são até mais ideológicas e mais ligadas a princípios. Também somos favoráveis à reforma tributária, mas entendemos que nela devem ser incluídos os fatores ambientais e a justiça social na distribuição dos tributos. Municípios e estados com áreas de preservação devem ter uma compensação na distribuição dos recursos.

A ex-ministra e senadora Marina Silva (AC) se filiou ao PV e é a provável candidata do partido à Presidência. Haverá alguma mudança na atuação da bancada agora?

Nada muda quanto às nossas bandeiras. Aliás, elas ficam fortalecidas com a entrada da senadora. Muda o procedimento, já que Marina Silva não é uma senadora qualquer, é uma das melhores que o País tem, com uma atuação marcante no País e no mundo. Precisamos afinar o discursos para que as ações da Câmara tenham reflexo no Senado e vice-versa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Do pré-sal ao pós-carbono

Marina Silva

A descoberta do petróleo no pré-sal e suas consequências para o Brasil são assuntos de enorme importância, mas estão sendo discutidos de maneira que mais confunde do que esclarece.

Os recursos advindos dessa descoberta deveriam ajudar o país a construir os meios para a superação, ao longo do tempo, da dependência das energias fósseis e do modelo de desenvolvimento que elas simbolizam. Que produz bens e riqueza material e também pobreza extrema, degradação dos recursos naturais, poluição, doenças.

E se escora em razões que parecem se bastar, sem levar em conta que tornam praticamente inalcançável, para a maioria das pessoas, uma vida digna e saudável.É absurdo não perceber que a nova fonte de petróleo, que ainda será estratégico e indispensável por décadas, deveria servir ao propósito inovador de criar as condições de trânsito para aquilo que se mostra cada vez mais inescapável: uma economia de baixo carbono e uma sociedade pós-ideologia do consumo.

Para chegar a esse futuro, é fundamental entendermos hoje como as prioridades se relacionam. Tomemos a educação no Brasil. Precisa estar no topo das prioridades, não apenas para ser um sistema mais eficiente do ponto de vista tradicional, mas, sim, para colocar crianças e jovens em diálogo com os novos paradigmas que serão a marca deste século. Por sua vez, isso depende de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento de novos materiais, fontes de energia renovável e práticas produtivas baseadas nos amplos recursos naturais de que o Brasil dispõe.

Nessa nova sociedade, a redução da pobreza e das desigualdades sociais será objetivo indissociável da educação de qualidade, da capacidade tecnológica, da sustentabilidade socioambiental, venham os recursos de onde vierem.
O ufanismo com os números do pré-sal não pode jogar para debaixo do tapete a necessidade de mitigar a emissão de carbono, ampliando o combate ao desmatamento e os programas de reflorestamento.

A novidade, a rigor, só aumenta nossa responsabilidade ética em propor metas obrigatórias de emissão de carbono em Copenhague, no final deste ano. Pré-sal e o papel do Brasil em Copenhague não são assuntos estanques. São a mesma equação, embora a discussão em curso não reflita isso.

O desenho de um novo Brasil não pode estar contido na camisa de força da tramitação em regime de urgência do marco legal do pré-sal, feita para contemplar cronogramas políticos e sem a participação da sociedade, essencial porque estamos numa democracia e porque as questões reais precisam ter, pelo menos, chance de vir à tona.

Marina Silva - senadora e ex-ministra do meio ambiente

Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo de 07-09-2009.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vice-prefeito e secretário de Administração participam de comemoração do Dia do Administrador

Nesta quarta-feira, 9, os administradores brasileiros comemoram 44 anos de regulamentação profissional, obtida através da Lei nº 4769, de 1965. O Dia do Administrador é comemorado nesta data porque a lei começou a vigorar no dia 9 de setembro.

Em Vitória da Conquista, a Câmara Municipal de Vereadores comemora a data com uma sessão mista nesta quinta-feira, 10, às 19 h, no Plenário Vereadora Carmen Lúcia. O secretário municipal de Administração, Márcio Higino e o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Ricardo Marques,que também é administrador, participam da sessão.

Fonte: www.pmvc.com.br

Beto Gonçalves parabeniza organização do Grito dos Excluídos

O vereador Beto Gonçalves parabenizou o Vicariato São Lucas pela realização do Grito dos Excluídos em Vitória da Conquista. O parlamentar destacou que, este ano, o movimento foi antecipado para o dia 4, o que deu maior destaque ao evento. “Foi um momento de reflexão, pois chamamos atenção para os excluídos da nossa sociedade”, disse.

Gonçalves parabenizou a administração municipal pela organização dos desfiles de 7 de Setembro, principalmente pelo cumprimento do horário, o que possibilitou a quem esteve presente acompanhar todo o desfile.

Parabenizou, ainda, a rádio Canção Nova, pela comemoração do 12º aniversário. “Podemos perceber o crescimento da Canção Nova, que investe na evangelização. Tais instituições religiosas têm dado contribuição muito grande para a comunidade conquistense” disse.

O vereador também ressaltou a importância da sessão que discutiu a agricultura familiar e ressaltou a necessidade de discutir sobre os impactos dos agrotóxicos nas lavouras e a viabilidade da produção de produtos orgânicos. “É preciso fazer um trabalho de conscientização e capacitação dos pequenos produtores para a produção de produtos orgânicos”.

domingo, 30 de agosto de 2009

Bem vinda, Marina!‏

Por Ricardo Marques

Não é essencialmente pela possibilidade do Partido Verde ter um candidato a presidente da república competitivo e representativo num momento de necessidade de consolidação da democracia no Brasil e nem tampouco pela exposição positiva do PV na mídia nacional, fazendo com que holofotes se voltem para a necessidade de uma discussão sobre o modelo de desenvolvimento do país. O que me anima e alegra profundamente o coração é ver de novo uma utopia sonhadora, uma vontade de lutar por algo que verdadeiramente acredito, um desejo de que a política volte a ser o campo dos desejos de transformação social através da libertação. Leonardo Boff alertou num artigo recente que o Brasil será “decisivo para o equilíbrio do Planeta e para o futuro da Vida”. A questão ambiental há muito saiu das discussões das paredes acadêmicas e do pensamento simplista de alguns ambientalistas para tomar as páginas da economia e da discussão de um desenvolvimento possivel. Só mesmo uma Silva, como Lula, poderá trazer de novo a novidade: “incorporar a dimensão ecológica” num projeto de poder popular, democrático e sustentável para o Brasil e, consequentemente, para o mundo.

Marina chega ao PV trazendo a possibilidade de uma nova discussão da esquerda brasileira. Na verdade, “repensa o Partido Verde” e o seu papel como um partido que precisa de “um projeto real de poder”. O engenheiro Tibor Rabóczkay, em seu livro “Repensando o Partido Verde” escreveu em 2004 que “a verdadeira democracia é uma reconquista de cada dia”. Tal democracia não pode ficar sob a responsabilidade única de um partido político, principalmente num século onde a “complexidade” é considerada pela ciência como um aspecto a ser observado no avanço das perspectivas humanas de sobrevivência e de inter-relação entre as pessoas e o seu ambiente. Hoje, a realidade é vista de forma sistêmica e não mais cartesiana. Na política, não há mais espaço para a visão maniqueísta de bem e mal, esquerda e direita, capitalismo e socialismo. As relações ocorrem em teias. A grande questão não é mais o bem contra o mal. A sociedade quer avançar em suas perspectivas éticas, morais e políticas. O sonho deve continuar, mas buscando novas reflexões. Não mais serão partidos pequenos versus partidos grandes, e sim, partidos ideológicos X siglas de aluguel.

Neste contexto, o Partido Verde, que há mais de vinte anos defende uma sociedade ecologicamente equilibrada é chamado para propor um projeto de poder onde a sustentabilidade seja a mola propulsora de uma economia inclusiva, justa, democrática e responsável em relação à sua integração com os recursos naturais. Isso é possível? Sou otimista, claro que sim! Isso não contradiz a proposta de vida cristã, pelo contrário, está inserida nela. Jesus Cristo foi um entusiasta da inteligência humana: perdoar sete vezes sete é afirmar que o homem aprende com os seus erros e suas experiências. A capacidade humana de aprender nos deu a possibilidade do avanço da tecnologia: produzir mais com menos, consumir menos aumentando a qualidade de vida. É essa tecnologia que deve ser colocada a serviço das pessoas. A serviço da gestão pública. Capra defende a tese de que a política deve se aproximar da ciência, criando novos modelos de instituições sociais que mais eficazmente se comuniquem e cooperem entre si.

Marina traz uma história: de vida, de lutas, de projetos. Da sua formação social baseada na Teologia da Libertação ( mesmo sendo hoje de uma outra agremiação religiosa), de sua proposta de participar do projeto social do governo Lula levando uma agenda de sustentabilidade por muitas vezes não compreendida, ela não vem para romper com sua antiga casa, mas sim, para dar uma nova razão (um novo suspiro de ideologia) à esquerda brasileira.

Por tudo isso, seja bem vinda Marina! Assim como eu, muitos velhos e novos militantes do Partido Verde reanimam seus sonhos e se colocam dispostos a construir uma casa que abrigue os seus sonhos, desejos, projetos, que sei, não são pessoais e sim, coletivos. E são os mesmos nossos e, em breve, de todo o Brasil!

Ricardo Marques, 34 anos, é Presidente do PV e Vice Prefeito de Vitória da Conquista, Bahia, cidade com 318.000 habitantes. É filiado ao Partido Verde desde 1996. Nunca foi filiado a outro partido. Blog: www.ricardomarques.adm.br