sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mudança climática já causa 315 mil mortes por ano, diz estudo


A mudança climática mata cerca de 315 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil até 2030, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade com sede em Genebra.



Rua alagada em Yangon após pesada tempestade. 29/05/2009. REUTERS/Soe Zeya Tun


O estudo estima que a mudança climática afete seriamente 325 milhões de pessoas por ano, e que em 20 anos esse número irá dobrar, atingindo o equivalente a 10 por cento da população mundial da atualidade (6,7 bilhões).

Os prejuízos decorrentes do aquecimento global já superam os 125 bilhões de dólares por ano -- mais do que o fluxo da ajuda dos países ricos para os pobres -- e devem chegar a 340 bilhões de dólares por ano até 2030, segundo o relatório.

"A mudança climática é o maior desafio humanitário emergente do nosso tempo, causando sofrimento para centenas de milhões de pessoas no mundo todo", disse nota assinada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, presidente do FHG.

"Os primeiros atingidos e os mais afetados são os grupos mais pobres do mundo, embora eles pouco tenham feito para causar o problema", acrescentou.

De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento sofrem mais de 90 por cento do ônus humano e econômico da mudança climática, embora os 50 países mais pobres respondam por menos de 1 por cento das emissões de gases do efeito estufa.

Annan defendeu que a conferência climática de dezembro da ONU em Copenhague aprove um tratado eficaz, justo e compulsório para substituir o Protocolo de Kyoto. "Copenhague precisa ser o acordo internacional mais ambicioso já negociado", escreveu Annan na introdução do relatório. "A alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa."

O estudo alerta que o real impacto do aquecimento global deve ser muito mais grave do que o texto prevê, já que sua base são os cenários mais conservadores estabelecidos pela ONU. Novas pesquisas científicas apontam para uma mudança climática maior e mais rápida.

O relatório pede especial atenção às 500 milhões de pessoas consideradas extremamente vulneráveis, por viverem em países pobres propensos a secas, inundações, tempestades, elevação do nível dos mares e desertificação.

Dos 20 países mais vulneráveis, 15 ficam na África, segundo o estudo. O Sul da Ásia e pequenos países insulares também são muito afetados.

O texto diz que, para evitar o pior, seria preciso multiplicar por cem os esforços de adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento. Verbas internacionais destinadas a isso alcançam apenas 400 milhões de dólares por ano, enquanto o custo estimado da mudança climática fica em 32 bilhões de dólares.

"O financiamento dos países ricos para ajudar os pobres e vulneráveis a se adaptarem à mudança climática não chega nem a 1 por cento do que é necessário", disse Barbara Stocking, executiva-chefe da ONG britânica Oxfam e integrante do conselho diretor do FHG. "Esta flagrante injustiça precisa ser resolvida em Copenhague em dezembro."

Por Megan Rowling

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um gol de placa

Por Wilson Bispo, da Envolverde - especial para o Instituto Ethos

O Corinthians não vai bem somente dentro de campo. Fora das quatro linhas, o time paulista também mostra poder de recuperação e é o primeiro clube esportivo no mundo a publicar um relatório de sustentabilidade com metodologia da Global Reporting Initiative (GRI), auditado pela BDO Trevisan. A iniciativa coloca o mais popular clube paulista entre as organizações que prestam contas a seus stakeholders, assegurando a todos os seus públicos pleno acesso às informações mais relevantes da organização. O lançamento foi feito na segunda-feira (25/05), na sede do clube, em São Paulo.

O Corinthians passou por momentos de glória e desastre nos últimos anos. Em 2004, firmou parceria com a misteriosa Media Sports Investment (MSI) – um grupo de investidores russos e britânicos que injetou milhões de reais na área de futebol do clube – que os levaria à conquista do Campeonato Brasileiro de 2005. A relação foi marcada por desavenças e acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. O rompimento com a MSI em 2007 deixou ao clube uma dívida superior a R$ 70 milhões e uma crise interna que levaria o time a ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e escândalos no processo de sucessão da diretoria. “Esse relatório é mais uma peça que reflete o novo propósito da atual administração do Corinthians, um novo sistema de governança, que privilegia a transparência, a ética e o compromisso do clube com a sociedade”, afirma Manuel Cintra Neto, vice-presidente do Corinthians. “Temos convicção de que a transparência e a ética são elementos indispensáveis para a boa administração de qualquer organização”, conclui.

“Foi um gol de placa, um passo muito importante para a profissionalização da gestão do esporte”, comemora Gláucia Terreo, coordenadora das atividades da GRI no Brasil. “Eles estão sendo muito corajosos em dizer: ‘Olha, esta é nossa casa, nós somos assim. Para onde vamos?’”, argumenta ela. Para Paulo Itacarambi, vice-presidente-executivo do Instituto Ethos, este é um momento histórico, não só para o esporte, mas como marco importante na popularização da responsabilidade socioambiental das empresas. “É preciso mudar a maneira de se administrar, fazer a gestão de forma sustentável. E o que pode ser mais eficiente para levar essa idéia do que o futebol, o esporte mais popular no Brasil e no mundo? Se temos o desafio de sermos bons no futebol, agora temos o desafio de sermos sustentáveis”, ressalta.

Itacarambi lembra que o momento também é oportuno por conta da Copa do Mundo de 2014, a realizar-se no Brasil, e o prazo para cumprir, em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), das Nações Unidas. “Temos a chance de ganhar duas copas: uma em 2014, no campo, e outra em 2015, fora dele. Que esse relatório inspire outros clubes a repensar sua gestão e que seja cobrado das cidades-sedes da Copa que as melhorias feitas para receber o evento sirvam para cumprirmos as metas dos ODM”, conclama.

O relatório foi traduzido para o espanhol e para o inglês e deve estar disponível na página do clube, a partir desta terça-feira (26/05). Duas curiosidades: toda a equipe que teve alguma participação no relatório é corintiana e a cor verde foi suprimida o quanto pôde. “Só se acha verde nas fotos, e olha lá”, assegura Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do clube. “Até o selo de certificação da origem do papel, que originalmente é verde, nós pedimos para mudar. Aqui no clube, nem bala de menta entra, porque é verde!”, brinca.

Imprensa, esporte e sustentabilidade

Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental são palavras que não fazem parte do dia-a-dia de jornalistas acostumados a falar sobre esportes, a maioria dos presentes no evento. O lançamento do relatório por um clube do peso como o Corinthians pode ser a chance de essa pauta ser incluída no noticiário esportivo. Para o repórter Wagner Vilaron, do Sportv e do Diário de São Paulo, o tema é importante, mas depende muito do interesse do público. “É preciso esperar pra ver se esse relatório não vai ser somente um selo. E o público precisa se interessar pelo assunto para que ele seja introduzido em nossa pauta. Esse é o primeiro passo. Mas, no geral, o interesse deles e dos colegas é esse aí”, diz Vilaron apontando para os jornalistas que cercavam o presidente do Corinthians para saber sobre a permanência de Ronaldo e a repatriação do jogador Zé Roberto.

(Envolverde/Instituto Ethos)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Entrevista - Ricardo Marques fala sobre a Semana do Meio Ambiente

Prefeitura de Vitória da Conquista realiza, entre os dias 31 de maio e 18 de junho, a quinta edição da Semana do Meio Ambiente. O tema deste ano é "Meio ambiente e desenvolvimento: uma equação possível". Várias atividades serão realizadas para conscientizar a população sobre a importância da discussão. O secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Marques, concedeu entrevista especial à Secretaria de Comunicação, falando sobre a Semana e sobre algumas ações de meio ambiente realizadas no Município.

Secretaria de Comunicação – Esta é a quinta Semana do Meio Ambiente realizada pela secretaria. Como foi pensada a sua organização?

Ricardo Marques– Nós sempre optamos em realizar a Semana com parcerias, envolvendo mais pessoas, sempre com o objetivo de aproveitar a data 5 de junho, que é o Dia Mundial do Meio Ambiente, para chamar a atenção da comunidade em relação ao tema. Como a discussão sobre 'Desenvolvimento' entrou nas agendas governamental e não-governamental, por conta principalmente da crise, nós aproveitamos para discutir a relação entre desenvolvimento e meio ambiente, tendo em vista a possibilidade de um dialogo maior. Na Câmara de Vereadores, nas atividades de campo, lúdicas e educativas, o tema será sempre o mesmo, sempre com o intuito de informar e debater com a comunidade.

Secom – As atividades serão realizadas em diversos locais da cidade e também da zona rural. Como foi feita esta escolha?

Ricardo – A programação foi uma soma dos esforços e sugestões de todos os órgãos da Prefeitura e da sociedade civi, sempre pensando no envolvimento da comunidade e no fortalecimento das parcerias. Depois de algumas reuniões com as entidades parceiras, nós escolhemos locais como a Lagoa das Bateias, por ser uma unidade de conservação ambiental; o Programa Conquista Criança, que é um programa importante do governo; e a Câmara Municipal, que tem a tradição de realizar todo ano uma sessão especial sobre o tema.

Secom – Qual a importância da realização dessas discussões sobre o meio ambiente nesse momento?

Ricardo – O tema está em discussão o tempo inteiro, mas é durante a Semana do Meio Ambiente, que acontece não só em Vitória da Conquista, mas no mundo todo. O evento já faz parte do calendário da cidade. É o momento que também aproveitamos para encaminhar importantes ações. O Código de Meio Ambiente, por exemplo, foi aprovado durante a Semana do Meio Ambiente. Agora, vamos enviar à Câmara de Vereadores uma projeto de leite criando um novo modelo de parceria com a sociedade civil, para manutenção das praças públicas.

Secom – Quais seriam as atividades mais importantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente?

Ricardo – A Secretaria age em conjunto com o todo o Governo Municipal e realiza ações importantes como a liberação da licença ambiental das obras no Município. A educação ambiental é outra ação fundamental. Recentemente, começamos o Projeto Meninos da Serra, em parceria com o PAC do Governo Federal. Vamos iniciar, em breve, a recuperação das trilhas e escadarias do Poço Escuro, com recursos provenientes de uma emenda parlamentar de Guilherme Menezes no seu último mandato como deputado federal. Temos, sob nossa responsabilidade, espaços como o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS); a reserva do Poço Escuro; o Horto Florestal e Herbário. Uma novidade da Secretaria é que o Setor de Paisagismo da Prefeitura, que antes estava ligada à Secretaria de Infraestrutura, agora faz parte da nossa secretaria. Em função disso, estamos preparando uma nova dinâmica para gestão das praças e canteiros, onde pretendemos envolver a comunidade no cuidado destes equipamentos, tornar esses lugares em espaços de convivência da população.

PV promove palestra com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Juliano Matos

A Comissão Executiva Municipal do PV de Vitória da Conquista realiza, nesta quinta-feira (28), a palestra “POLÍTICA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE NA BAHIA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS”, ministrada pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente, Juliano Matos.

O encontro tem o objetivo de abrir uma série de discussões com personalidades de vários meios sobre as políticas públicas e a contribuição do Partido Verde para uma sociedade mais justa e sustentável, através de uma série de eventos que fazem parte da AGENDA 43.

A presença do secretário Juliano Matos coincide com o momento em que importantes projetos ambientais estão sendo executados pelo PV, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, pasta que tem à frente o vice-prefeito Ricardo Marques, atual presidente do PV no município.

Além de a sessão especial do Meio Ambiente, agenda regimental da Câmara Municipal, que acontece no próximo dia 04, Vitória da Conquista deu início aos projetos Meninos da Serra e Arborizar, estruturação do licenciamento ambiental, aterro sanitário, além de importantes projetos em andamento.

Segundo Ricardo Marques o Partido Verde de Vitória da Conquista conquistou importantes espaços em 2009, reflexo dos projetos desenvolvidos pelo partido ao longo dos últimos anos, em sintonia com o governo municipal, "e além disso, temos quadros que revitalizaram o partido, e podemos citar o deputado Edigar Mão Branca, que tem sido um grande parceiro; o vereador Beto Gonçalves, grande companheiro que tem conduzido seu mandato com muito trabalho, além de contarmos com esta parceria com o Governo do Estado, por meio do companheiro Juliano Matos, além de tantos outros que vem buscando o crescimento do PV", afirmou.

O evento acontecerá na Sede do Partido Verde em Vitória da Conquista, localizado na Praça Barão do Rio Branco, Rua Zulmiro Nunes, número 15, (Prédio da Claro).

Sobre o palestrante

Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia acumula o cargo de presidente da Associação Nacional dos Municípios de Meio Ambiente da Bahia, como também o do Comitê das Bacias Hidrográficas do Recôncavo Norte. É filiado ao Partido Verde (PV) desde 1994 e exerceu nos anos de 2005 e 2006 o cargo de Superintendente de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal do Salvador. Já atuou em vários órgãos e fóruns ligados ao meio ambiente, como o próprio CRA, sendo conselheiro e suplente do Conselho Nacional do Meio Ambiente o CONAMA, além de consultor do Núcleo de Estudos Avançados em Meio Ambiente NEAMA.

terça-feira, 26 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Somos Verdes!

A História e os links para você saber tudo sobre o Partido Verde e começar a participar.

Secretaria Nacional de Comunicação

Na propaganda partidária apresentada nesta quinta (21/5), o Partido Verde mostrou porque tem condições de oxigenar o cenário político nacional. Mudanças climáticas, economia verde, cooperação internacional, legislação ambiental, transporte limpo e fontes sustentáveis de energia são temas de extrema relevância para o futuro do planeta. Está em jogo a preparação do Brasil para a era pós-petróleo, na qual a temática ecologista ganha força e relevância.

Apresentado pelo Presidente Nacional do Partido Verde, José Luis Penna, o programa conta com a participação da prefeita eleita de Natal/RN, Micarla de Souza; com os deputados federais Fernando Gabeira (RJ), José Sarney Filho (MA) e José Paulo Tóffano (SP); com o fundador do Partido Verde e atualmente vereador do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis; com a Secretária Nacional de Juventude, Júlia Duppre; com o Secretário Municipal do Verde de São Paulo, Eduardo Jorge; além da participação da secretária nacional de assuntos jurídicos, Vera Motta.

Saiba mais sobre o PV:

HISTÓRIA

Conheça um pouco mais do Partido Verde, nesse apanhado dos 23 anos de história, de sua fundação, em janeiro de 1986, no teatro Clara Nunes, no Rio, até os dias atuais. Um texto indispensável para novos militantes. Leia o texto.


PV NAS REDES

Utilizar a internet como espaço de comunicação, participação e transparência é o caminho que vem sendo trilhado pelo Partido Verde. Nossa presença na(s) rede(s) está espalhada em diversos canais de informação e compartilhamento de ideias.

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PROPAGANDA

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Política externa na berlinda

Em audiência pública realizada na tarde de quarta-feira na Comissão de Relações Externas e de Defesa Nacional, o deputado Fernando Gabeira (PV) apresentou uma série de questionamentos ao ministro do Exterior, Celso Amorim, ressaltando que a política externa brasileira necessita de uma reflexão mais profunda.

Segundo Gabeira, as últimas decisões tomadas em pleitos internacionais não têm contemplado posições tradicionais do país no que se refere ao conflito no Oriente Médio. E, portanto, afastando o Brasil de um dos pólos em disputa, no caso, Israel.

Gabeira lembrou que tradicionalmente o Brasil defende a existência de dois estados para a região como fator decisivo para a paz. Criticou também o convite feito ao presidente do Irã no momento em que ele havia feito declarações desastrosas sobre o Holocausto. O deputado também questionou o apoio dado ao candidato egípcio para direção da UNESCO, candidato este que havia pregado a extinção dos livros escritos em hebraico.

Outro tema tratado foi o apoio brasileiro ao governo do Sudão (movido por questões econômicas), apoio este criticado internacionalmente, já que o Tribunal Internacional condenou as atitudes anti-humanitárias daquele país. Por fim, lembrou que o próprio Congresso e o Itamaraty acordaram na assinatura da Convenção de Haia, tratado que possui alguns artigos anticonstitucionais segundo a lei brasileira.

Escute a intervenção completa do deputado Fernando Gabeira

Vitória da Conquista implanta Aterro Sanitário



Aterro é um dos mais modernos do Brasil






A partir de hoje começou a funcionar em Vitória da Conquista o novo aterro sanitário. O espaço conta com toda a estrutura necessária para depósito, compactação e tratamento do lixo produzido na cidade.

O prefeito Guilherme Menezes afirmou que Vitória da Conquista encontrou uma solução moderna e eficaz para o lixo. “Em 1997, o ‘lixão’ era um espaço desordenado, trouxemos para Conquista técnicos competentes que realizaram estudos e hoje temos um aterro sanitário que é referência no país”.

Para garantir a operacionalização adequada do aterro, a Prefeitura Municipal ofereceu um curso de capacitação para cerca de 30 servidores municipais das secretarias de Serviços públicos, Meio ambiente e Infraestrutura. De acordo com a ministrante do curso, a engenheira sanitarista Cláudia Júlio Ribeiro, os funcionários receberão instruções sobre todas as etapas do trabalho, desde a chegada do lixo até o monitoramento do sistema. “O objetivo dessa capacitação é mostrar o processo pelo que o lixo passa nas células. Se os funcionários entenderem como isso funciona, farão uma melhor operação da estrutura”.

Fábio Silva é funcionário do aterro e diz que a capacitação está sendo muito proveitosa. “O curso ajudou a entender por que é necessário realizar determinados procedimentos e como trabalhar de forma eficiente e segura”.

O secretário de Serviços públicos, Miguel Felício, diz que o aterro é uma obra muito importante para Vitória da Conquista, e tem impactos positivos para o meio ambiente e para a saúde pública. “O aterro atende a todas as normas técnicas, inclusive com a impermeabilização das células onde o lixo será depositado, permitindo o tratamento adequado do chorume e evitando a contaminação do solo”.

Segundo a Engenheira Sanitária responsável pelo aterro, Marcia Amorim, Conquista produz, em média 160 toneladas de lixo por dia, por isso é necessário intensificar a coleta seletiva. “A população precisa se conscientizar para reduzir a quantidade de lixo produzido. Quanto menos lixo vai para as células, maior o tempo de vida útil do aterro e vamos ter menos impacto no meio ambiente”.

Fonte: www.pmvc.com.br

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Consultas públicas vão subsidiar planos de educação ambiental




Os seminários aconteceram de forma democrática e participativa nos 26 Territórios de Identidade




Mais de cinco mil pessoas de comunidades tradicionais, sociedade civil organizada, representante de universidades, setor produtivo, empresários e poder público fortaleceram a construção do projeto da Lei Estadual de Educação Ambiental.

Os seminários aconteceram de forma democrática e participativa nos 26 Territórios de Identidade, identificando problemas, conflitos socioambientais e potencialidades de cada região.

A iniciativa foi uma demanda da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea), colegiado que tem representação de diversos segmentos da sociedade e que discute e coordena as atividades de educação ambiental na Bahia, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema). Os seminários aconteceram em vários municípios.

Conquista discute Lei – O secretário de Meio Ambiente do Estado, Juliano Matos, já esteve em Conquista participando da consulta pública realizada no município e que envolveu gestores e comunidades de vários outros municípios. Na oportunidade, os representantes dos 24 municípios que integram o Território apresentaram o perfil e os projetos de cada localidade para, no final, ser feito um diagnóstico completo da educação ambiental da região.

“As consultas são instrumentos importante porque estão abertos a toda sociedade, professores, estudantes, pesquisadores, educadores, entidades e organizações que queiram contribuir”, destacou Ricardo Marques, que representou Vitória da Conquista, recentemente, no Seminário de 10 anos do Programa Nacional de Educação Ambiental, ocorrido em Brasília.

“Vitória da Conquista teve participação de destaque no evento em função das experiências ambientais desenvolvidas no âmbito do Município, em especial na área de educação ambiental. Desde a primeira gestão do prefeito Guilherme Menezes, a cidade tem avançado significativamente em políticas ambientais sustentáveis, não apenas com ações de conservação mas de recuperação de áreas degradadas e de educação popular. Nesse sentido, vamos mostrar um pouco de nossas experiências para o resto do país”.
por: Secom - PMVC

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mão Branca reivindica incentivos energéticos


O deputado leu no plenário da Câmara dos Deputados, trecho do ofício encaminhado ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão informando sobre o caos no atendimento médico hospitalar no interior do estado da Bahia, em especial no município de Itapetinga, onde as pessoas vítimas da dengue estão sofrendo com a precariedade do atendimento. Mão Branca pediu a intervenção do ministro para resolver a situação.

O deputado baiano também questionou porque o estado da Bahia, embora tenha um dos maiores parques geradores do energia elétrica localizado na bacia do São Francisco, ainda tenha um dos piores índices de eletrificação rural no país.

“Por que essa gente não tem acesso à energia indispensável para o mínimo de conforto na sua casa, para guardar alimentos, assistir a uma televisão, ler, estudar, produzir ou ter acesso à arte e às informações que circulam no mundo?”, questionou. Ele destacou também que medidas para sanar a situação precisam ser tomadas antes que o Programa Luz para todos encerre em 2010. Mão branca também defendeu o acesso da população às fontes alternativas de energia. “O Brasil não pode continuar desprezando o extraordinário poder energético manifestado pelo sol e pelos ventos, algo que só acontece em nosso País”ressaltou.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pelé, dalai-lama e príncipe Charles se unem no YouTube em defesa do ambiente

Pelé, Príncipe Charles e dalai-lama se uniram em um vídeo, que será veiculado no YouTube, cujo intuito é alertar para a preservação das florestas

da Folha Online

O príncipe Charles da Inglaterra, seus filhos William e Harry, Pelé e o líder espiritual dalai-lama, entre outros famosos, se uniram para gravar um vídeo de curta duração, que será transmitido por meio do YouTube, a fim de promover a proteção do ambiente.

No vídeo, que durará 90 segundos, também participarão o dalai-lama, os atores Harrison Ford e Daniel Craig, e a cantora Joss Stone, que colaboram para essa iniciativa da Rainforest Project --organização presidida pelo príncipe.
Fotomontagem/Folha Online

Nos últimos meses, Charles aumentou suas declarações públicas em defesa de ações urgentes para prevenir o desmatamento e refrear o processo de mudança climática. Dentro desses objetivos, o príncipe britânico também fez uma viagem ao Brasil, no qual percorreu alguns Estados --dentre eles, o Amazonas e a floresta Amazônica.

No último sábado, Charles sofreu acusações do jornal britânico "The Independent", que apontou uma inconsequência do primogênito de Elisabeth 2ª, por defender a proteção da natureza enquanto uma empresa de sua propriedade vende produtos que contêm um ingrediente que destrói a floresta tropical.

Segundo ele, seu objetivo é criar uma comunidade on-line para pedir ações urgentes para proteger as florestas tropicais. "Sem as florestas, sem dúvida perderemos a batalha contra a catastrófica mudança climática no planeta", afirmou.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ambientalista transforma cifra do carbono na atmosfera em campanha

Ambientalista Bill McKibben, 48, cria campanha contra a crise do clima que destaca cifra da concentração de carbono na atmosfera


"O número 350 é o mais importante do planeta", diz o escritor e ambientalista americano Bill McKibben, 48. Essa cifra, diz, significa "segurança climática". Neste caso, ele se refere ao limite de concentração de carbono na atmosfera que o mundo deve adotar para evitar uma catástrofe ambiental, medido em partes por milhão.

McKibben lidera um grupo que pretende disseminar o "350" pelo mundo como palavra de ordem. O nível atual de concentração já é maior do que isso: 381 ppm. No período pré-industrial era de 278 ppm.

No mês passado, militantes da campanha que adota o lema estiveram em Bonn (Alemanha) para protestar durante a reunião em que os países começaram a negociar suas metas de redução de gases-estufa. O acordo será fechado em dezembro, em Copenhague.

Em entrevista à Folha, McKibben diz que sua intenção é ajudar o presidente dos EUA, Barack Obama, a enfrentar aqueles que se opõem à intenção de reduzir as emissões de gases-estufa em seu país. Leia abaixo.

FOLHA - As pessoas comuns já sabem o que "350" significa?

BILL MCKIBBEN - Não, ainda não. Elas precisam entender que é uma forma abreviada de dizer "segurança climática".

FOLHA - De onde o grupo tirou essa informação?

MCKIBBEN - De um estudo de James Hansen, da Nasa, e sua equipe. Quando o gelo do Ártico derreteu tão rápido no verão de 2007, cientistas constataram que qualquer quantidade de carbono na atmosfera que exceda 350 partes por milhão é demais. E isso é uma má notícia, porque agora já estamos em 387 partes por milhão e em crescimento constante. O mundo é como um paciente que vai ao médico e ouve: "Sua pressão está muito alta". Sem reduzi-la, pode ocorrer acidente vascular cerebral. E o planeta já começou a ter AVCs -é por isso que o Ártico está derretendo, que grandes secas já atingiram muitas partes do mundo, que os mosquitos da dengue têm se alastrado tão rápido.

FOLHA - E como vão disseminar o número para o mundo?

MCKIBBEN - Além do site (www.350.org), no dia 24 de outubro, que é o Dia Internacional da Ação Climática, faremos milhares de protestos criativos para comunicar esse número [até agora existem 573 ações inscritas, em 50 países].

Teremos alpinistas no alto do Himalaia, 350 mergulhadores na Grande Barreira de Corais [Austrália], manifestações na ilha de Páscoa. E que tal ter 350 cariocas de biquíni darem o recado na praia de Ipanema? Ou 350 ciclistas nas maravilhosas ciclovias de Curitiba?

FOLHA - Seu livro "Hope, Human and Wild" (Esperança, Humana e Selvagem) fala sobre Curitiba. Qual é a sua opinião sobre a cidade?

MCKIBBEN - Foi um prazer mostrar Curitiba para o resto do mundo. O que mais gosto de lá é que é um lugar que conseguiu ser profundamente ambiental sem ter isso como objetivo. A meta parecia ser fazer a cidade funcionar, mas foi útil para o ambiente. Um bom sistema de ônibus faz com que as pessoas se movam melhor sem carros.

Mas, como é realmente bom, até as pessoas que podem comprar um veículo começam a usar o transporte público porque é fácil e prazeroso.

FOLHA - O Brasil pretende dobrar o número de termelétricas em dez anos. O que acha da ideia?

MCKIBBEN - Como planeta, nós temos de nos livrar dos combustíveis fósseis o mais rápido possível. Parte disso significa não construir mais usinas movidas a combustíveis fósseis.

Nos EUA, temos tido sucesso em impedir novas usinas a carvão. Não é justo para o Brasil, China e Índia deixar de fazer o que as nações ricas fizeram.

Mas a física e a química do aquecimento global mostram que não temos outra escolha. A única cura para essa injustiça é ter certeza de que as nações ricas irão fornecer alguns subsídios que permitam aos países em desenvolvimento evitar os combustíveis fósseis e encontrar outras fontes de energia.

FOLHA - Qual é a sua contribuição pessoal contra o aquecimento?

MCKIBBEN - Tenho painéis solares no telhado, para energia e água quente. Dirijo o primeiro carro híbrido da Honda no meu Estado [Vermont, EUA]. Procuro comer alimentos locais.

Mas a verdade é que estarei no avião boa parte do ano, tentando coordenar essa grande campanha global para combater a mudança climática. Por isso, minha pegada de carbono neste ano será muito muito grande.

FOLHA - O sr. acha que Obama terá sucesso em tornar os EUA engajados na questão do clima?

MCKIBBEN - Obama claramente quer fazer algo. A luta será no Congresso, onde os interesses da indústria de energia são muito fortes. É seguro afirmar que a Câmara dos Representantes e o Senado não farão o suficiente. Mas temos que fazer algo digno de crédito, para pelo menos iniciar o processo.

AFRA BALAZINA
da Folha de S.Paulo

Romance - De Volta à Vida

A mortalidade e o comprometimento de um homem com suas paixões são o tema do romance "De Volta à Vida" (Companhia das Letras), da premiada autora sul-africana Nadine Gordimer, prêmio Nobel de Literatura. O livro traz a história de Paul Bannerman, ecologista de 35 anos que luta contra a construção de uma central nuclear na África do Sul. Em meio a isso, Paul recebe a notícia de que tem câncer na tiróide. Pior: o tratamento à base de radioterapia obriga o cientista a isolar-se da mulher e do filho. Ambientado na África do Sul pós-apartheid, o livro é uma extraordinária narrativa sobre aspectos dramáticos da vida: relações familiares, doença e envelhecimento, surpresas da paixão, perdas e recomeços.


Detalhes

Título: De Volta à Vida
Autor: Nadine Gordimer
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1a. edição, 2007
Idioma: Português
Número de páginas: 200 páginas
Série: Literatura Estrangeira


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Boa Nova sedia debate socioambiental sobre biomas e ecossistemas nordestinos

Acontece nos dias 09 e 10 de maio, no município de Boa Nova, o Encontro Anual da Liga de Entidades Ambientalistas da Bahia - LIGAMBIENTE.

Todos os quatro biomas baianos, assim como os demais ecossistemas nordestinos e as suas populações, sociedades e comunidades, serão debatidos, visando a inclusão, ampliação da participação e busca por novas oportunidades e alternativas de sobrevivência, com dignidade e sustentabilidade, nas rodas de discussão que se formarão.

"Também estaremos presentes levando outros temas para incorporar ao dossiê sobre crimes ambientais na Bahia e no Brasil, que estará sendo construído coletivamente", afirmou o Coordenador de Finanças e Apoio do Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental - GERMEN, José Augusto Saraiva.