domingo, 30 de agosto de 2009

Bem vinda, Marina!‏

Por Ricardo Marques

Não é essencialmente pela possibilidade do Partido Verde ter um candidato a presidente da república competitivo e representativo num momento de necessidade de consolidação da democracia no Brasil e nem tampouco pela exposição positiva do PV na mídia nacional, fazendo com que holofotes se voltem para a necessidade de uma discussão sobre o modelo de desenvolvimento do país. O que me anima e alegra profundamente o coração é ver de novo uma utopia sonhadora, uma vontade de lutar por algo que verdadeiramente acredito, um desejo de que a política volte a ser o campo dos desejos de transformação social através da libertação. Leonardo Boff alertou num artigo recente que o Brasil será “decisivo para o equilíbrio do Planeta e para o futuro da Vida”. A questão ambiental há muito saiu das discussões das paredes acadêmicas e do pensamento simplista de alguns ambientalistas para tomar as páginas da economia e da discussão de um desenvolvimento possivel. Só mesmo uma Silva, como Lula, poderá trazer de novo a novidade: “incorporar a dimensão ecológica” num projeto de poder popular, democrático e sustentável para o Brasil e, consequentemente, para o mundo.

Marina chega ao PV trazendo a possibilidade de uma nova discussão da esquerda brasileira. Na verdade, “repensa o Partido Verde” e o seu papel como um partido que precisa de “um projeto real de poder”. O engenheiro Tibor Rabóczkay, em seu livro “Repensando o Partido Verde” escreveu em 2004 que “a verdadeira democracia é uma reconquista de cada dia”. Tal democracia não pode ficar sob a responsabilidade única de um partido político, principalmente num século onde a “complexidade” é considerada pela ciência como um aspecto a ser observado no avanço das perspectivas humanas de sobrevivência e de inter-relação entre as pessoas e o seu ambiente. Hoje, a realidade é vista de forma sistêmica e não mais cartesiana. Na política, não há mais espaço para a visão maniqueísta de bem e mal, esquerda e direita, capitalismo e socialismo. As relações ocorrem em teias. A grande questão não é mais o bem contra o mal. A sociedade quer avançar em suas perspectivas éticas, morais e políticas. O sonho deve continuar, mas buscando novas reflexões. Não mais serão partidos pequenos versus partidos grandes, e sim, partidos ideológicos X siglas de aluguel.

Neste contexto, o Partido Verde, que há mais de vinte anos defende uma sociedade ecologicamente equilibrada é chamado para propor um projeto de poder onde a sustentabilidade seja a mola propulsora de uma economia inclusiva, justa, democrática e responsável em relação à sua integração com os recursos naturais. Isso é possível? Sou otimista, claro que sim! Isso não contradiz a proposta de vida cristã, pelo contrário, está inserida nela. Jesus Cristo foi um entusiasta da inteligência humana: perdoar sete vezes sete é afirmar que o homem aprende com os seus erros e suas experiências. A capacidade humana de aprender nos deu a possibilidade do avanço da tecnologia: produzir mais com menos, consumir menos aumentando a qualidade de vida. É essa tecnologia que deve ser colocada a serviço das pessoas. A serviço da gestão pública. Capra defende a tese de que a política deve se aproximar da ciência, criando novos modelos de instituições sociais que mais eficazmente se comuniquem e cooperem entre si.

Marina traz uma história: de vida, de lutas, de projetos. Da sua formação social baseada na Teologia da Libertação ( mesmo sendo hoje de uma outra agremiação religiosa), de sua proposta de participar do projeto social do governo Lula levando uma agenda de sustentabilidade por muitas vezes não compreendida, ela não vem para romper com sua antiga casa, mas sim, para dar uma nova razão (um novo suspiro de ideologia) à esquerda brasileira.

Por tudo isso, seja bem vinda Marina! Assim como eu, muitos velhos e novos militantes do Partido Verde reanimam seus sonhos e se colocam dispostos a construir uma casa que abrigue os seus sonhos, desejos, projetos, que sei, não são pessoais e sim, coletivos. E são os mesmos nossos e, em breve, de todo o Brasil!

Ricardo Marques, 34 anos, é Presidente do PV e Vice Prefeito de Vitória da Conquista, Bahia, cidade com 318.000 habitantes. É filiado ao Partido Verde desde 1996. Nunca foi filiado a outro partido. Blog: www.ricardomarques.adm.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Deputado Edson Duarte declara apoio a Mão Branca

O deputado federal Edson Duarte (PV-Ba), da cidade de Juazeiro, mais novo líder da Bancada do Partido Verde da Câmara Federal, confirmou que não irá se candidatar para as eleições de 2010. O parlamentar aproveitou a ocasião para revelar que vai apoiar o seu colega de partido, Edigar Mão Branca, para o próximo pleito.


Filiação da senadora Marina Silva ao partido será oficializada no próximo domingo


Outra novidade do PV é que será realizada neste domingo (30 de agosto), em São Paulo, um encontro nacional do partido para que seja oficializada a filiação da senadora Marina Silva, que fazia parte do PT e já foi Ministra do Meio Ambiente, no Governo Lula.

Por Rodrigo Ferraz

Palestra discute Agenda 21 em Conquista

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Marina confirma filiação ao PV













Marcell Moraes (PV), Juliano Matos (PV) e Marina Silva, plantando com a ong GERMEN uma muda de Pau Brasil em Salvador-Ba


A senadora Marina Silva (AC) confirmou nesta segunda-feira que irá se filiar ao PV, naquilo que classificou como uma segundo passo da sua nova trajetória política, depois de deixar o PT, partido no qual militou por 30 anos.

Se dizendo uma "mantenedora de utopias", a ex-ministra do Meio Ambiente diz que a filiação irá ocorrer em evento no próximo domingo, em São Paulo.
Sobre a possível candidatura à Presidência, Marina disse a jornalistas estar honrada pelo fato de o PV considerá-la "candidata prioritária", mas que qualquer anúncio oficial sobre isso só será feito, em 2010.

"No momento, quero discutir um plano estratégico que contemple o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável para o Brasil que deve ser considerado a maior potência ambiental do planeta", argumentou.

Mesmo não assumindo a candidatura, ressaltou que ela e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff --favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão-- têm visões muito diferentes sobre a estratégia de como realizar os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Os brasileiros é que têm que fazer o julgamento do que é melhor para o Brasil. Ela defende as ideias dela e eu defendo as minhas", disse, referindo-se a uma possível disputa eleitoral com Dilma.

Meio ambiente em pauta

Neste momento, disse Marina, o desafio é sensibilizar os partidos políticos e o Congresso Nacional para incluírem as diretrizes ambientais como prioritárias.

"Não se pode pensar em desenvolvimento se essa questão não estiver permeando as ações internas programáticas dos partidos, nem fizer parte das ações essenciais de todos os ministérios de maneira integrada", argumentou.

A ex-ministra elogiou os investimentos na política social feitos pelo governo Lula, mas ressaltou que "ninguém pode viver a vida inteira dependendo de Bolsa Família".
E voltou a criticar a legislação articulada pelo ex-ministro Mangabeira Unger, de regularização fundiária na Amazônia.

"Não é possível que aqueles que cometeram irregularidades sejam beneficiados e os que seguiram o caminho correto prejudicados. Seria necessário apenas regularizar 7 milhões de hectares para os médios e pequenos agricultores e não os 77 milhões de hectares que beneficiarão os grandes latifundiários e conglomerados jurídicos."

Marina agradeceu o presidente Lula por ter vetado um dos pontos da lei, mas reclamou que ele "não vetou o mais importante que dispensa a fiscalização das terras a serem regularizadas".

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Família de Chico Mendes faz coro à campanha de Marina para 2010


Marina ao lado da foto de Chico, com quem emcampou várias lutas ambientais



A família de Chico Mendes, um dos principais símbolos da luta pela preservação da Amazônia, está engajada na campanha "Marina Silva Presidente".

Elenira Mendes, filha do seringueiro assassinado em 1988, passou a circular, nas últimas semanas, com panfletos, camiseta e broche em apoio à iniciativa. Secretária de políticas para mulheres do PV no Acre, Elenira faz parte de um movimento que divulga, pela internet, fotos, vídeos e mensagens sobre a possível candidatura.

Amiga do ambientalista, a senadora, que cresceu em um seringal no Acre, deve anunciar em breve se aceita o convite para concorrer à Presidência pelo PV. Ela anunciou ontem sua saída do PT após 30 anos.

"O sonho está mais próximo. Por todo carinho que minha família tem por ela, a expectativa de ter a Marina como candidata é grande", diz a filha do ativista.

"Quando estou perto dela, sinto que estou perto daquilo que foi meu pai. Ela está trilhando um caminho que ele também faria", afirma Elenira. Segundo ela, Chico Mendes, um dos fundadores do PT no Acre, flertou com o PV antes de ser assassinado.

Presidente de uma ONG ambientalista que leva o nome do pai, Elenira, que tinha quatro anos quando ocorreu o crime, deve ser lançada como candidata a deputada federal pelo PV do Acre no ano que vem.

No Estado, o partido tinha como meta obter apenas uma cadeira na Câmara e duas na Assembleia em 2010. Agora, com a eventual filiação de Marina, os planos estão sendo revistos, segundo a presidente do PV no Acre, Shirley Torres.

O partido marcou para 5 de setembro, Dia da Amazônia, um "mutirão" de filiações pelo Acre. Segundo Elenira, duas inscrições são quase certas: a de seu irmão, Sandino, e da mãe, Ilzamar, hoje filiada ao PT.

O PV no Acre tem hoje apenas um correligionário em cargo eletivo --uma vereadora de Xapuri-- e mil filiados. A sede fica numa pequena sala alugada num prédio de Rio Branco.

Com Marina candidata, Elenira vê como natural a possibilidade de petistas do Estado darem apoio apenas formal a Dilma Rousseff e, na prática, trabalharem por Marina.

MATHEUS PICHONELLI da Agência Folha

Projeto prevê recuperação ambiental para assentamentos

Visitas serão feitas nesta sexta, 21, em quatro comunidades

O vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Marques, esteve reunido com a equipe de assessoria técnica, ambiental e social do INCRA, nesta quarta-feira (19), para tratar do Projeto de Recuperação Ambiental da Área de Preservação Permanente (APP), que visa recuperar e conservar áreas de preservação próximas às aguadas, localizados em dez assentamentos de Vitória da Conquista.

No final de julho, o coordenador de equipe da meso-região dos territórios de Vitória da Conquista, Itapetinga e Extremo-Sul/INCRA, Victor Fernandes, esteve no município para apresentar o projeto a Administração Municipal e entregou um termo de referência com diretrizes básicas que auxiliará na elaboração e execução do plano.

O Governo Municipal aceitou a proposta e já começou a articular as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente para que, em setembro, um pré-projeto seja apresentado aos técnicos do INCRA. O projeto final deve estar pronto em novembro para que o convênio seja assinado em dezembro.

Para elaboração do plano é necessário fazer um diagnóstico, por isso, nesta sexta-feira, 21, técnicos das duas secretarias, acompanhados da equipe técnica do INCRA, estarão visitando quatro assentamentos (Cedro, Mucambo, União e Amaralina). Na próxima semana serão observados os outros seis assentamentos. Segundo Ricardo Marques, mais de 730 famílias serão envolvidas nesse trabalho de recuperação ambiental.

Depois da etapa de visitação, haverá convocação de representantes dos assentamentos para que eles também possam acompanhar o trabalho. “Para a gente, é interessante porque, além da questão técnica e de recuperação, o projeto envolve as famílias assentadas na parte de preservação e educação”, declarou o secretário de Meio Ambiente.

Para o engenheiro agrônomo João Rubens, da Secretaria de Agricultura, esse projeto também é muito importante “porque pretende proteger as imediações das barragens que foram construídas”.

O projeto deverá seguir a legislação ambiental vigente, que reconhece a importância das matas ciliares como agente regulador da vazão fluvial, minimizando os impactos dos processos erosivos decorrentes da falta de proteção dos solos. Por isso, elas devem ser mantidas em suas características originais, reconhecidas como indispensáveis à manutenção das bacias hidrográficas e, conseqüentemente, da vida humana.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Em carta, Marina diz que desfiliação do PT se deve a falta de "condições políticas"

Depois de anunciar sua saída do PT, a senadora Marina Silva (AC) divulgou carta enviada à presidência do partido na qual afirma que a decisão foi tomada por conta das dificuldades em fazer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se preocupar tanto quanto deveria com as questões ambientais.

Ex-ministra do Meio Ambiente e referência mundial em militância por causas ecológicas, Marina deve seguir para o PV, em uma negociação que envolve a candidatura dela à sucessão presidencial em 2010.

O texto foi divulgado depois de Marina conversar com senadores da bancada do PT.

Depois de enumerar conquistas de sua passagem pela administração federal, a senadora afirma que "faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas".

"Chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável", diz o texto.

Eleição presidencial

Nascida com o nome de Maria Osmarina Silva de Lima, ela é vista como ameaça aos candidatos da base do governo nas eleições presidenciais. De acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada no último domingo, ela já conta com 3% das intenções de voto -- concentrados nas classes mais ricas e bem informadas -- apesar de ter sido incluída nesse debate somente desde o início deste mês.

Marina deixou a administração federal após mais de cinco anos e quatro meses por conta de divergências com o grupo liderado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.

Marina Silva exerce seu segundo mandato no Senado. Foi eleita pela primeira vez em 1994, aos 36 anos, e naquele mesmo ano se tornou nome natural do PT para a pasta do meio ambiente no caso de vitória de Lula, o que aconteceu em 2002.

Ela nasceu em uma família pobre no seringal Bagaço, a 70 km de Rio Branco. Dos onze filhos do casal Pedro Augusto e Maria Augusta, três morreram ainda pequenos. A senadora se tornou a segunda mais velha entre os oito sobreviventes, sete mulheres e um homem. Trabalhou como empregada doméstica e seringueira para ajudar a família e custear seu tratamento de hepatite, doença que contraiu ainda jovem.

Após 30 anos, Marina Silva deixa o PT

Estudante de cursos supletivos, Marina só foi alfabetizada quando adolescente. Depois, graduou-se em História pela Universidade Federal do Acre, onde descobriu o marxismo na década de 1980. Foi ali que entrou para o Partido Revolucionário Comunista (PRC), grupo semi-clandestino de oposição ao Regime Militar (1964-1985). Começou a dar aulas de História e a frequentar as reuniões do movimento sindical dos professores.

Ao lado de Chico Mendes, Marina assumia na maior parte do tempo a liderança do movimento sindical no Estado. E foi para ajudá-lo na candidatura a deputado estadual que ela passou a oficialmente integrar o PT, em 1985.

Em 1988, foi eleita como a vereadora mais votada para a Câmara Municipal de Rio Branco, a única declaradamente de esquerda. Dois anos depois, foi eleita deputada federal.

No final do primeiro ano de mandato, Marina passou mal após uma viagem ao interior e teve de ser hospitalizada. Começou um longo período de sofrimento que só foi amenizado com a vinda dela para São Paulo, onde recorreu à ajuda de Lula, José Genoíno e outros líderes do PT para conseguir um melhor tratamento e exames mais completos. O diagnóstico foi de contaminação por metais.

Recuperada, disputou e venceu a eleição para o Senado Federal, onde tinha interlocução até com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e com o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães, adversários políticos do PT.

Marina Silva foi casada duas vezes e tem quatro filhos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Bancada do PV está otimista com Marina para presidente do Brasil

O vice-líder do PV, Edson Duarte (BA) disse que "Marina é o nome certo no momento certo, em um momento de crise ética

Os deputados da bancada federal do Partido Verde avaliam com otimismo a possibilidade da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva disputar o palácio do Planalto pela legenda. A repecussão do convite do PV a senadora petista continua com grande repercussão na imprensa nacional e têm levado jornalistas e especialistas políticos a tecer análises aprofundadas sobre o quadro que se estabelece diante da nova possibilidade.

Se o convite for aceito, a candidatura de Marina pelo PV se confirma como opção para o eleitorado e leva para o cenário nacional a discussão sobre as questões ambientais. Marina deve responder ao convite nos próximos dias, embora muitos já dão como certo seu ingresso no Partido Verde.

O vice-líder do PV, Edson Duarte (BA) disse que "Marina é o nome certo no momento certo, em um momento de crise ética que o País vive na história das intituições públicas, gerando uma desconfiança generalisada contra tudo e contra todos. Ela tem história e por onde passou não deixou qualquer suspeita sobre sua conduta ética e moral. Sua formação ecológica, a coloca como um dos nomes mais fortes não só do Brasil, mas do mundo na luta pela preservação ambiental. É o nome para o projeto nacional do Partido Verde que pretende apresentar ao Brasil a possibilidade da construção de um projeto de desenvolvimento sustentável" analisou.

O dedeputado Marcelo Ortiz (PV-PS) também acredita na candidatura de Marina Silva. "Eu acho que a possibilidade é concreta eu tenho certeza que ela será nossa candidata pelo PV. Com uma pessoa como Marina Silva temos toda possibilidade de disputar a presidência da república e exercitá-la muito bem. Pelo seu potencial, pelo seu conhecimento, e sua história de vida. a Marina é uma pessoa vencedora na vida e mundialmente recinhecida plea luta ambiental. Ela é um ganho absoluto para o PV" enfatizou.

"Se a Marina sair candidata pelo PV ela vai mostrar para o mundo que o Brasil pode ter essa agenda da economia autosustentável, que já ocorre na Alemanha, e atualmente na França. O PV existe no mundo há 21 anos, não é apenas uma ong ambientalista, é um partido político que visa o bem comum da sociedade e a Marina vai ter o apoio de todos do partido", destacou o deputado Dr. Talmir (PV-SP). Para ela as possibilidades de Marina se eleger são reais e é bem vinda no seio da sociedade brasileira.

(Assessoria Lid PV)

Chegada de mineradora em Caetité divide opiniões


Empresa acena com investimento internacional e divide opiniões na região




À beira da estrada, no distrito de Brejinho das Ametistas, em Caetité, o lavrador José Francisco da Silva pede carona. Havia andado cinco léguas – ou 30km – até ali, vindo de sua propriedade. Para chegar à sede do município, onde tinha marcada um cirurgia na vesícula, seriam outros 28 km. Dois ônibus quebrados em um posto próximo dimensionavam a dificuldade da tarefa. “A gente vive há mais de 40 anos em cima de um morro de pedra onde só pousa urubu”, lastima o baiano de sotaque amineirado.

Próximo à divisa entre Bahia e Minas Gerais, a 757km da capital baiana, Caetité tem um imbróglio nas mãos. De um lado, a chegada da mineradora Pedra de Ferro, empreendimento que em 15 anos deverá extrair do subsolo algo em torno de 15 milhões de concentrado do minério.

Do outro, Igreja Católica e ambientalistas denunciam impacto ambiental e crescimento desordenado na região, além de uma pressão psicológica, já existente, para que agricultores vendam suas terras.

Possibilidade que, aos olhos de José Francisco, passa longe de ser compulsória. Minutos de conversa, e um quase delírio: “Se quisessem comprar minha terra eu vendia era correndo”.

A especulação imobiliária de que são alvo moradores da zona rural daquela cidade e da vizinha Pindaí ainda não lhe bateu à porta. Do compadre, que deixou a casa depenando-lhe as telhas, recorda o que disse. “Zé, agora eu tô é rico”. Do padre, contrário ao êxodo “forçado”, o sertanejo desdenha: “Queria ver é ele morar aqui”.

Em fase de licenciamento, o projeto carrega a marca da Bahia Mineração (Bamin), controlada pelo investidor indiano Pramod Argawal e pela ENRC, do Cazaquistão. Em troca da promessa de 4 mil empregos na construção da mina – reduzidos a 1,3 mil na fase de extração – Pedra de Ferro se beneficiará de 765m³ de água/hora do São Francisco, canalizada por 150 km de um duto até Malhada (BA).

Uma hipótese para o escoamento do ferro é a concretização da Ferrovia Bahia Oeste, entre Ilhéus (Ba) e Alvorada (TO). Apesar de já possuir outorga prévia da Agência Nacional de Águas (ANA) para extração no Velho Chico, a Bamin não tem o apoio de ambientalistas.

Emanuella Sombra | A Tarde
Fernando Vivas | A Tarde

Mandato do Vereador Beto Gonçalves realiza Audiência Pública sobre a Gripe A

O mandato do vereador Beto Gonçalves realiza na próxima quarta-feira (19), audiência pública sobre a Gripe A (H1N1), cujo objetivo é discutir as prevenções e as ações a serem adotadas pelos poderes públicos contra a doença.

A audiência será realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, a partir das 19h, onde profissionais da saúde vão esclarecer à comunidade como se prevenir e orientar sobre como lidar com alguém infectado.

Segundo o vereador Beto Gonçalves, Presidente da Comissão do Meio Ambiente, esta é uma atividade de interese coletivo, "por isso queremos reunir a comunidade, médicos, instituições de saúde, para que haja maior esclarecimento, já que existem muitas dúvidas sobre a gripe. Assim, podemos amenizar o clima de pânico que se estabeleceu desde o início da pandemia. Acredito que é tudo uma questão de comunicação", concluiu o parlamentar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Beto Gonçalves defende criação de Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência

O vereador Beto Gonçalves (PV) parabenizou a equipe de organização do evento que discutiu políticas públicas voltadas para as mulheres, especialmente a implantação da Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência em Vitória da Conquista. O parlamentar afirmou que é preciso que a Câmara una forças com o Conselho da Mulher na luta pela implantação da Casa Abrigo. “Muitas mulheres perseguidas pelos próprios maridos ficam vulneráveis e precisam de apoio”, disse.

Gás de cozinha - Sobre a cobrança abusiva do preço do gás de cozinha, Gonçalves afirmou que os vereadores não estão contra os revendedores do produto, mas são contrários a qualquer tipo de cartelização, que coloca o preço do gás de cozinha como o mais caro da região.


fonte: www.camaravc.com.br

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Marina supera ministra Dilma em pesquisas

No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só nesta terça-feira, 11, foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A "margem de erro máxima para os totais", como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem "pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa".

O próprio Lavareda se diz surpreso com esses resultados. "Eu e a torcida do Flamengo", afirma. O fato de ser feita por telefone, garante, não torna a consulta inferior às realizadas por outros métodos. "Veja que, nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar".

Tanto Lavareda quanto o presidente do PV, José Luiz Penna, alertam para o significado desses números: a pesquisa foi montada, primordialmente, para balizar o partido com vistas à disputa eleitoral de 2010. Mostrou, a propósito, que ele é ainda desconhecido e as grandes questões nacionais continuam sendo saúde e educação. Em uma das tabelas, o PV tem a simpatia de 1% dos eleitores consultados, num contexto em que o PT lidera com 11%, o PMDB tem 6% e o PSDB 2%.

"Os cenários eleitorais são parte dessa tarefa e mostram que nossa causa é uma forte preocupação da sociedade", observa Penna. De qualquer modo, ele se diz "feliz com a densidade eleitoral" da senadora. E, embora nem pertença ainda ao PV, Penna entende que ela "já sinalizou para o País quais são as suas esperanças".

Projeto do vale-cultura chega ao Congresso nesta semana, diz ministro


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, fala sobre o vale-cultura e o PAC das Cidades Históricas, entre outros temas, durante o programa Bom Dia, Ministro

Brasília - O projeto que prevê a criação do vale-cultura chega ao Congresso Nacional ainda nesta semana, de acordo com o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Segundo ele, a demora para que a matéria fosse enviada para votação se deve à ausência da assinatura do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estava viajando.

O vale-cultura vai funcionar por meio de um cartão magnético que permite aos trabalhadores comprar ingressos de cinema, teatro e shows, além de livros, CDs e DVDs.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Juca afirmou que o vale-cultura apresenta “efeitos colaterais positivos” uma vez que vai gerar um banco de dados sobre a demanda cultural da população. “E estimula a legalidade”, disse, ao se referir à compra de DVDs e CDs originais por meio do cartão magnético.

De acordo com o ministério, apenas 13% da população brasileira têm acesso a manifestações culturais. O cenário, segundo Juca, não abre possibilidade para o desenvolvimento do cinema e do teatro de produção nacional, por exemplo. Com o vale-cultura, a previsão é de que R$ 17 bilhões sejam injetados na economia cultural. “O circuito vai ficar bastante aquecido”, disse Juca.

Ao comentar a não obrigatoriedade de adesão ao vale-cultura por parte das empresas, Juca afirmou que “na cultura, nada deve ser obrigatório”. Ele avaliou, entretanto, que o projeto de lei é “atraente” e que, uma vez aprovado, poderá haver pressão dos próprios funcionários para ter direito ao benefício.

Sobre o valor a ser disponibilizado no cartão magnético – R$ 50 – Juca admitiu que a quantia é baixa quando considerados os valores cobrados, por exemplo, pelas entradas de cinema e teatro. Segundo ele, a ideia é de que o valor seja “aprimorado” e possa chegar a R$ 150. “Para começar, o valor de R$ 50 está bom, mas o ideal seria um pouco mais”, disse.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Marina Silva reafirma que estuda saída do PT

Senadora do Acre recebeu convite para entrar no Partido Verde. Ela diz que decisão não está diretamente ligada à candidatura em 2010.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília


A senadora Marina Silva (PT-AC) reafirmou nesta terça-feira (11) que estuda a possibilidade de deixar o PT. Ela recebeu uma proposta do Partido Verde (PV) de um novo projeto que poderia incluir uma candidatura à Presidência da República em 2010. A senadora diz que a candidatura não está em discussão ainda, mas que deseja decidir-se em breve.

“Nessa reflexão que estou fazendo não tem cálculo pragmático de ser candidata ou não. Estou discutindo um projeto programático no que considero ser a base para qualquer programa”, disse Marina.

Ela afirmou que a intenção é discutir uma alternativa política que concilie questões ambientais, econômicas e sociais. Marina diz não ter conversado ainda com o PT sobre a possibilidade de manter o mandato de senadora caso troque de partido.

“Quando você faz algo da magnitude que estou fazendo não tem cálculo político. É uma honra ter recebido o mandato dos acreanos, mas não será o medo de perder o mandato que me fará desistir do que estou trabalhando”, afirmou.

Nesta terça-feira, ela se reuniu com os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS) para debater o tema. Esteve também com José Eduardo Dutra (PT-SE), candidato à presidência do PT pela corrente majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil.

Na saída do encontro, Dutra manifestou o desejo de que Marina fique no partido. “Estou convencido de que ela realmente está fazendo uma reflexão profunda. O melhor dos mundos é que ela fique no PT e se candidate ao Senado novamente”.

A HIPOTESE MARINA

Publicado domingo, 9/8, na sessão de debates da Folha de São Paulo, o espaço de opinião mais influente da imprensa brasileira. O caminho se abre...

Alfredo Sirkis

Uma possibilidade histórica: Marina Silva!


É compreensível que a possibilidade de uma candidatura da senadora e ex-ministra do meio ambiente Marina Silva cause, por um lado, entusiasmo e excitação e, por outro, preocupação. Milhões de brasileiros sensíveis à causa ecologista, à sustentabilidade ambiental e social de nosso modelo econômico, aos destinos do planeta ameaçado pelo aquecimento global, à devastação de nossos ecossistemas e à qualidade de vida nas nossas cidades, vivem na expectativa de dispor de uma voz própria, eloqüente, na campanha presidencial, até agora, arena exclusiva dos defensores do desenvolvimentismo clássico dos anos 60. Por outro lado, entende-se que haja políticos inquietos, cada qual fazendo seu cálculos: afinal uma eventual candidatura da Marina me ajuda ou atrapalha? Quanto ajuda? Quanto atrapalha? Bombardear? Não bombardear? É curioso que as reações políticas e a maioria das análises jornalísticas gravitem a volta desses cálculos pragmáticos enquanto escamoteiam o essencial: Marina representa idéias e aspirações hoje compartilhadas por milhões de brasileiros. Não será legítimo e até importante para a democracia brasileira que elas estejam representadas em uma eleição de dois turnos?

Numa dimensão minimalista teríamos uma campanha altamente instrutiva e educativa, não apenas naquele discurso clássico, defensivista, do ambientalismo: deter a destruição da Amazônia e de sua biodiversidade, a constribuição das suas queimadas em emissões de CO2, etc... mas também na didática daquilo que as vertentes hegemônicas do desenvolvimentismo clássico não conseguem perceber: o futuro econômico e social do Brasil, hoje, depende de mergulharmos de cabeça numa economia verde! Nenhum outro país está tão bem posicionado para atrair investimentos para um eco-desenvolvimento muito embora insistamos em monoculturas, na devastação da biodiversidade para estender mais e mais a fronteira pecuária, em subsidiar veículos poluentes e emissores de carbono, em novas termoelétricas a carvão e novas rodovias no coração da floresta.

No entanto, Marina tem um potencial além do eloqüente discurso de primeiro turno para depois arrancar compromissos programáticos. Pode contribuir para a superação dessa abissal fenda da política brasileira: a compulsória aliança das duas vertentes da social democracia com as oligarquias políticas na busca da governabilidade. PT e PSDB disputam, como lucidamente notou em certa ocasião o ex-presidente Fernando Henrique, “quem vai liderar o atraso”. No instável sistema político-institucional produto do nosso “voto jabuticaba”, proporcional personalizado, ambos dependem do clientelismo e fisiologismo profissional para governar. Melhor fariam em aliar-se, em algum momento, mas como a disputa central se dá entre eles, isso dificilmente acontecerá e a rivalidade é feroz.

Nós, verdes, nos relacionamos com ambos, reconhecemos o papel que respectivamente tiveram nos inegáveis avanços economicos e sociais vividos pelo Brasil deste de 94. Marina é bem talhada para promover uma nova governabilidade com ambas vertentes que, enfim, supere essa polarização bizarra, isole o atraso e abra caminho para uma reforma do nosso sistema eleitoral secando sua dependência do clientelismo, do fisiologismo e do assistencialismo, fontes maiores da corrupção, do excesso de cargos comissionados, do mau uso da máquina pública e da compra de votos, direta ou via centros assistenciais.

O direito de ter um sonho de país e lutar para tirá-lo do papel é inalienável. Os verdes não abrem mão dele mas também reconhecem que transcende suas limitadas fileiras. Nesse momento é impossível saber, de fato, se Marina será ou não candidata. É uma decisão difícil, de fé íntima, que há que se aguardar. O caminho político, no entanto, é claro: não é anti-PT. Nossa fraternidade, muito particularmente com o PT do Acre, remonta a Chico Mendes. Também não é anti-tucanos. Certamente não é anti-Lula embora não possamos abrir mão de criticar sua postura frequentemente atrasada e deseducativa na questão ambiental. Pode, eventualmente, vir a ser pós-Lula...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Beto Gonçalves destaca 7ª Conferencia dos Direitos da Criança e do Adolescente

O parlamentar cobrou políticas púbicas que apóiem projetos sociais que assistem jovens e adolescentes em situação de risco

O vereador Beto Gonçalves (PV) afirmou que a visita do governador Jaques Wagner a Vitória da Conquista foi importante, pois se tratou de um exemplo claro do compromisso de Wagner para com a região Sudoeste. “Parabenizamos o governador pela sua ação em Vitória da Conquista”, afirmou.

Gonçalves destacou a realização da 7ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. O parlamentar cobrou políticas púbicas que apóiem projetos sociais que assistem jovens e adolescentes em situação de risco.

O parlamentar parabenizou a Secretaria de Meio Ambiente pela realização do curso Meninos da Serra, que atuou junto a adolescentes e jovens, aliando cidadania e responsabilidade ambiental. “Os jovens da atualidade serão os grandes líderes do futuro de nosso município”, disse.

Pesquisa do PV traz Marina com até 14% em disputa presidencial

Os dados, considerados "surpreendentes", foram debatidos ao longo de quatro horas de reunião entre a senadora e a Executiva Nacional do PV na quarta-feira, em Brasília. "É uma supercandidata" Mauro Zanatta

Uma pesquisa encomendada pelo Partido Verde deu novo fôlego às negociações internas para uma eventual candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República em 2010. A sondagem telefônica mostrou que a ex-ministra do Meio Ambiente teria, a depender dos cenários e dos demais candidatos ao cargo, entre 10% e 14% das intenções de voto. A rejeição ao nome de Marina, na pior hipótese tabulada, ficaria abaixo de 8%, apontou a pesquisa, realizada há 20 dias.

Os dados, considerados "surpreendentes", foram debatidos ao longo de quatro horas de reunião entre a senadora e a Executiva Nacional do PV na quarta-feira, em Brasília. "É uma supercandidata. Ela superou todas as nossas expectativas", avalia um membro da cúpula do PV. O levantamento teve margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Em maio de 2008, Marina saiu do ministério magoada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pressionada a alterar um pacote de "arrocho ambiental" imposto a produtores rurais, e preterida no comando do Plano Amazônia Sustentável, preferiu voltar ao Senado. De lá para cá, não teve afagos de Lula e trombou com o PT em temas controversos, como a lei de regularização fundiária na Amazônia.

A reunião da semana passada, acertada para servir como "análise aprofundada" do país e das "perspectivas de futuro", mostrou que a candidatura de Marina pelo PV tem "chances reais e competitivas de ganhar eleição". A senadora é identificada como "defensora da natureza", de "questões ambientais de extrema importância no longo prazo", e representaria uma "mudança nas práticas políticas", segundo a qualitativa. A boa imagem de Marina em temas ambientais destoa da opinião dos eleitores em relação aos dois principais candidatos ao Palácio do Planalto. A ministra Dilma Rousseff aparece, segundo a pesquisa, como uma alternativa "reativa" e "desenvolvimentista atrasada". O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é identificado à defesa "elitista da indústria paulista", apontou o levantamento.

Na estratégia do PV, a candidatura de Marina reforçaria um apelo ambientalista e poderia levar as eleições de 2010 ao segundo turno. "Quem discute esse tema ambiental somos nós. Essas candidaturas não respondem a isso", diz o dirigente verde. "Podemos, sim, levar essa eleição ao segundo turno. Aí, vamos discutir programa de governo para ter força não apenas na elaboração de propostas, mas para comandar o ministério e implementar a política ambiental correta".

Na avaliação dos integrantes da Executiva Nacional, a ex-ministra está "balançada" com a insistente corte do PV. Tanto que levou ao encontro da semana passada seu braço direito à época do ministério, o ambientalista João Paulo Capobianco. O PV avalia que Marina participará "ativamente" da elaboração de seu programa partidário. "Nesse momento, o que posso dizer é que aposto no processo e numa construção programática em conjunto com os verdes. Quanto ao resto, o futuro dirá", disse a senadora, à saída da reunião de quarta-feira.

Hoje, membros do partido devem voltar a conversar com Marina sobre o tema. Parte dos dirigentes tem pressa. "Não podemos ficar nessa até a última hora. O início de setembro seria uma boa data para resolver", avalia um deles. Pela Lei Eleitoral, Marina teria até 3 de outubro deste ano para mudar de partido. Mas os dirigentes do PV já estão preocupados com a reação do PT, aliado histórico dos verdes. "Eles (o PT) vêm para cima com tudo. Temos que segurar essa pressão e deixar a Marina fora dessa briga". As conversas da senadora com o PV devem continuar na próxima semana sob pretexto de "discussões programáticas" do partido para as eleições de 2010.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Deputado Edigar Mão Branca destaca emendas para Vitória da Conquista

O deputado federal Edigar Mão Branca (PV-BA) também esteve na solenidade da assinatura da ordem de serviço para a reforma das estradas que ligam Vitória da Conquista aos municípios de Itambé e Brumado.

O deputado falou sobre a importância da iniciativa, já que vai beneficiar milhares de pessoas da região sudoeste.

Em relação às emendas que têm realizado para o benefício de Vitória da Conquista, o deputado revela que pretende fazer muito mais. “Tive sete mil votos nessa cidade e pretendo lutar para continuar trazendo obras. Uma das iniciativas que já foi aprovada é a construção de um Centro de Convenções. O custo gira em torno de R$20 milhões e só depende do governo para que a obra seja iniciada”, disse.

Por Rodrigo Ferraz