quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Projeto prevê recuperação ambiental para assentamentos

Visitas serão feitas nesta sexta, 21, em quatro comunidades

O vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Marques, esteve reunido com a equipe de assessoria técnica, ambiental e social do INCRA, nesta quarta-feira (19), para tratar do Projeto de Recuperação Ambiental da Área de Preservação Permanente (APP), que visa recuperar e conservar áreas de preservação próximas às aguadas, localizados em dez assentamentos de Vitória da Conquista.

No final de julho, o coordenador de equipe da meso-região dos territórios de Vitória da Conquista, Itapetinga e Extremo-Sul/INCRA, Victor Fernandes, esteve no município para apresentar o projeto a Administração Municipal e entregou um termo de referência com diretrizes básicas que auxiliará na elaboração e execução do plano.

O Governo Municipal aceitou a proposta e já começou a articular as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente para que, em setembro, um pré-projeto seja apresentado aos técnicos do INCRA. O projeto final deve estar pronto em novembro para que o convênio seja assinado em dezembro.

Para elaboração do plano é necessário fazer um diagnóstico, por isso, nesta sexta-feira, 21, técnicos das duas secretarias, acompanhados da equipe técnica do INCRA, estarão visitando quatro assentamentos (Cedro, Mucambo, União e Amaralina). Na próxima semana serão observados os outros seis assentamentos. Segundo Ricardo Marques, mais de 730 famílias serão envolvidas nesse trabalho de recuperação ambiental.

Depois da etapa de visitação, haverá convocação de representantes dos assentamentos para que eles também possam acompanhar o trabalho. “Para a gente, é interessante porque, além da questão técnica e de recuperação, o projeto envolve as famílias assentadas na parte de preservação e educação”, declarou o secretário de Meio Ambiente.

Para o engenheiro agrônomo João Rubens, da Secretaria de Agricultura, esse projeto também é muito importante “porque pretende proteger as imediações das barragens que foram construídas”.

O projeto deverá seguir a legislação ambiental vigente, que reconhece a importância das matas ciliares como agente regulador da vazão fluvial, minimizando os impactos dos processos erosivos decorrentes da falta de proteção dos solos. Por isso, elas devem ser mantidas em suas características originais, reconhecidas como indispensáveis à manutenção das bacias hidrográficas e, conseqüentemente, da vida humana.

Nenhum comentário: