No final de julho, o coordenador de equipe da meso-região dos territórios de Vitória da Conquista, Itapetinga e Extremo-Sul/INCRA, Victor Fernandes, esteve no município para apresentar o projeto a Administração Municipal e entregou um termo de referência com diretrizes básicas que auxiliará na elaboração e execução do plano.
O Governo Municipal aceitou a proposta e já começou a articular as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente para que, em setembro, um pré-projeto seja apresentado aos técnicos do INCRA. O projeto final deve estar pronto em novembro para que o convênio seja assinado em dezembro.
Depois da etapa de visitação, haverá convocação de representantes dos assentamentos para que eles também possam acompanhar o trabalho. “Para a gente, é interessante porque, além da questão técnica e de recuperação, o projeto envolve as famílias assentadas na parte de preservação e educação”, declarou o secretário de Meio Ambiente.
Para o engenheiro agrônomo João Rubens, da Secretaria de Agricultura, esse projeto também é muito importante “porque pretende proteger as imediações das barragens que foram construídas”.
O projeto deverá seguir a legislação ambiental vigente, que reconhece a importância das matas ciliares como agente regulador da vazão fluvial, minimizando os impactos dos processos erosivos decorrentes da falta de proteção dos solos. Por isso, elas devem ser mantidas em suas características originais, reconhecidas como indispensáveis à manutenção das bacias hidrográficas e, conseqüentemente, da vida humana.
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