Condenando a prática de utilização de cargos públicos para fins eleitoreiros, Adão Albuquerque (PV ), afirmou: o concurso é a maneira mais justa para solucionar este problema. As pessoas que são aprovadas têm autonomia para desenvolver seu trabalho.A Câmara Municipal realizou, nesta quinta-feira (26), sessão especial com a presença do secretário Municipal de Administração, Hélio Ribeiro, para que o mesmo prestasse esclarecimentos sobre a convocação dos aprovados no concurso público realizado em Vitória da Conquista.
A vereadora Lygia Matos (PT), autora do requerimento que motivou a sessão, afirmou que a convocação decorreu das mudanças no processo de convocação dos aprovados e pelas dezenas de reclamações feitas na Ouvidoria da Câmara por pessoas que foram aprovadas, porém ainda não foram convocados. Matos lamentou a ausência de representante da promotoria pública: “O debate ficou prejudicado”, disse a parlamentar.
O secretário Hélio Ribeiro destacou os recursos que alguns candidatos apresentaram na justiça, o que alterou o calendário previsto para a homologação do resultado final do concurso e posterior convocação dos aprovados. Segundo Ribeiro, a justiça julgou procedente alguns recursos apresentados quanto aos cálculos de pontos resultantes das correções da prova escrita.
Em relação à comprovação de experiência, na segunda etapa do concurso, Ribeiro afirmou que, de acordo com o que foi determinado pela justiça, somente cargos com a mesma nomenclatura foram considerados como válidos. “Em função disto, algumas pessoas tiveram alterações na sua classificação”, afirmou.
Ribeiro garantiu que o resultado final será anunciado ainda esta semana e logo após o Executivo vai homologar o resultado final e dará início à convocação dos aprovados, na medida em que os contratos dos funcionários temporários forem acabando.
O vereador Adão Albuquerque (PV) lamentou as falhas ocorridas no processo de realização do concurso e ressaltou a limitação dos vereadores em relação à questões relacionadas ao mesmo. Adão condenou a prática de utilização de cargos públicos para fins eleitoreiros.
“O concurso é a maneira mais justa para solucionar este problema. As pessoas que são aprovadas têm autonomia para desenvolver seu trabalho”, afirmou, ressaltando que o papel da Câmara deve ser o de fiscalizar à convocação dos candidatos aprovados, independente de questões políticas.
Fonte: Ascom/Câmara
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