quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Questões ambientais são prioridade



Jornal A TARDE

A administração do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, agirá rápido na política sobre a mudança climática, informou ontem um importante conselheiro do democrata. "Aproveitem as festas de fim de ano e descansem, porque 2009 será um ano muito, muito ocupado", disse o conselheiro de Obama para meio ambiente e energia, Jason Grumet, em uma conferência sobre carbono na capital americana. "Nós teremos a capacidade de agir muito rápido porque existe uma grande quantidade de conhecimento, projetos experimentais e esforços a caminho", disse Grumet.

O senador Jeff Bingaman (democrata pelo Novo México), dirigente do Comitê de Energia e Reservas Naturais no Senado, disse que enquanto a legislação sobre energia que poderá ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono provocadas pelo homem está pronta para ser debatida no próximo ano, projetos de lei sobre a mudança climática poderão ir a votação mais tarde em 2009.

"Os projetos não deverão ser votados, é claro, nas primeiras semanas da nova administração, mas mais tarde em 2009", disse Bingaman. "Eu acho que levará mais de um ano para ver tudo feito", ele disse, assinalando que as leis deverão passar em 2010.

Bingaman disse que a legislação sobre energia contém um novo padrão nacional sobre energia renovável, provisões que aumentarão a eficiência no consumo energético, como no setor de transportes, e novos parâmetros na exploração e produção de petróleo e gás. A legislação de energia deverá ir para o Congresso no começo do próximo ano.

SAÚDE -A reforma da saúde proposta por Barack Obama custaria US 75 bilhões aos cofres públicos dos EUA, mas daria cobertura a 95% da população, disse a consultoria PriceWaterhouseCoopers ontem. O valor equivale a cerca de US 2.500 por cada novo segurado, segundo relatório da empresa. "O plano ampliaria cumulativamente para US 1 trilhão até 2018, ou aproximadamente US 130 bilhões por ano", afirma o relatório.

A proposta garante atendimento médico a dois terços dos 47 milhões de norte-americanos que hoje não têm plano de saúde, mas pode agravar alguns problemas, como a escassez de clínicos gerais, segundo a análise.

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